Líder do governo faz pedido de vistas do projeto de reforma administrativa para analisar emendas de deputados

Alterações propostas são dos deputados Simeyzon Silveira (PSC), Daniel Vilela (PMDB), Major Araújo (PRP), Valcenôr Braz (PTB) e Henrique Arantes (PTB)

Foto: Marcos Kennedy/ Alego

Foto: Marcos Kennedy/ Alego

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Fábio Sousa (PSDB), fez um pedido de vistas do projeto da reforma administrativa nesta terça-feira (25/11), a fim de analisar as emendas que foram apresentadas por alguns deputados.

As emendas são dos parlamentares Simeyzon Silveira (PSC), Daniel Vilela (PMDB), Major Araújo (PRP), Valcenôr Braz (PTB) e Henrique Arantes (PTB). As propostas de Simeyzon se referem à permanência da estrutura da Secretaria da Cultura e ao desmembramento da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Infra-estrutura.

Daniel Vilela, que usou o pedido de vistas de Simeyzon para incluir sua emenda, se refere à permanência da Secretaria da Agricultura, e a junção das Secretarias de Governo e da Casa Civil, que de acordo com ele, fazem um trabalho parecido. O peemedebista também pede pela extinção de cinco das seis secretarias extraordinárias, além de reduzir para uma as sete assessorias especiais. Ney Nogueira, que disse na última semana que estava pensando em apresentar uma emenda referente à Secretaria da Cultura, não o fez.

A proposta mais profunda é a do Major Araújo, que propõe que a economia gerada com a reforma seja direcionada às áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública, que, de acordo com ele, não foram áreas bem geridas pelo governo de Goiás. “Eu concordo que deve haver um enxugamento da máquina, mas este projeto está inacabado, não está completo. Ele não fala, por exemplo, qual o direcionamento da receito proveniente desta economia de gastos”, afirmou.

Dizendo não ter esperanças de que a emenda seja aprovada, o parlamentar criticou a falta de debate na Casa, dizendo que esta é uma recomendação do líder do governo, que quer que o projeto seja aprovado sem questionamentos. “Dizer que tem que passar da forma original é um desrespeito com a Casa”, desabafou.

Fábio de Sousa, por sua vez, diz que o governador Marconi Perillo (PSDB) está sempre aberto para debate, e que haverá sim discussões em torno da reforma. “Cada emenda tem que ser bem discutida com o governador, já que é ele que vai gerir o Estado. Além disso, não podemos esquecer que o governador tem direito ao veto”, explicou.

Quanto à emenda do Major Araújo, o líder do governo disse que vê como uma proposta interessante, mas que deve analisar primeiro se tem um amparo legal. “Se não me engano, deputado não pode propor projeto que cause ônus ou que altere a estrutura do governo”, disse. Fábio sustenta não se lembrar exatamente se no projeto prevê o direcionamento dos recursos economizados, mas garante que serão bem gastos. “Provavelmente com infra-estrutura”, pontuou.

O projeto deverá ser devolvido pelo líder do governo na próxima quarta-feira (26), quando deverá convocará nova Comissão Mista, onde o documento poderá ser votado.

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