Lava Jato prende executivos da Mendes Júnior e OSX, de Eike Batista

Sete empresários são suspeitos de envolvimento em suposto esquema de lavagem de dinheiro na construção de plataformas da Petrobrás em 2012

Coletiva de imprensa sobre a Operação Arquivo X, 34ª fase da Lava Jato | Foto: Reprodução Assessoria/PF

Coletiva de imprensa sobre a Operação Arquivo X, 34ª fase da Lava Jato | Foto: Reprodução Assessoria/PF

Diligências da 34ª fase Lava Jato, denominada Arquivo X, cumpriu na manhã desta quinta-feira (22/9), sete mandados de prisão contra executivos das empresas Mendes Júnior e OSX, ligadas ao empresário Eike Batista. Um oitavo investigado não foi encontrado pelos agentes.

Foram presos temporariamente Luis Eduardo Pachart, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, ex-presidente da OSX, Luis Claudio Machado Ribeiro, Francisco Corrales Kinderlan, além do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Júlio César Oliveira Silva, está na Espanha e deve se apresentar à Polícia Federal.

De acordo com nota do Ministério Público Federal no Paraná, em julho de 2012, o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70.

Segundo delegado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, as empresas não tinham estrutura para ganhar licitação para construção das plataformas. “Não foi uma licitação técnica”, disse o delegado em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

Em depoimento ao Ministério Público, o empresário Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, disse que, em novembro de 2012, Guido Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões para o Partido dos Trabalhadores (PT). Pagamento de propina teria sido destinado ao marketeiro do PT João Santana e sua mulher Mônica Moura, no exterior.

O depoimento de Eike Batista à Lava Jato foi espontâneo, disse o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando dos Santos Lima. Segundo investigadores, ele “narrou os fatos e apresentou provas”.

Para operacionalizar o repasse, Eike firmou contrato falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em abril de 2013 constatou-se a transferência de US$ 2,350 milhões, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários.

Todos os investigados, inclusive o ex-ministro Mantega, serão levado ainda nesta quinta-feira para a sede da Polícia Federal em Curitiba. No total, são cumpridos 48 mandados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.