Justiça recebe R$ 139 milhões de ex-gerente da Petrobras que estavam em contas na Suíça

Valor repatriado ficará agora na conta da 13ª Vara da Justiça Federal, até que se decida qual será o direcionamento.  Justiça ainda aguarda R$ 43 milhões também repatriados

Ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, Pedro Barusco / Antonio Cruz/Agência Brasil

Ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, Pedro Barusco / Antonio Cruz/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta quarta-feira (11/3), que recebeu R$ 139 milhões repatriados do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco. O dinheiro, que estava distribuído em contas na Suíça, foi depositado na conta da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba. Justiça ainda aguarda R$ 43 milhões, que também foram repatriados de Barusco.

Barusco confessou o recebimento de aproximadamente US$ 100 milhões em suborno. O processo foi conduzido pela Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público. Em acordo de delação premiada firmado, Barusco concordou em comunicar os bancos sua disposição de fazer a repatriação. Caso o processo seguisse os trâmites comuns, o procedimento poderia se arrastar por anos.

A Justiça ainda espera repatriar mais US$ 27 milhões que estão em contas do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Barusco admite ter depositado em bancos na Suíça US$ 97 milhões.

Veja abaixo a nota sobre a devolução de dinheiro de Barusco divulgada pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba:

Tendo em vista dúvidas sobre o acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e Pedro José Barusco Filho, a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba presta os seguintes esclarecimentos públicos.

No acordo celebrado e apresentado ao Juízo, o investigado Pedro Barusco comprometeu-se a depositar em Juízo R$ 3.250.000,00 a título de multa compensatória penal e a devolver aos cofres públicos cerca de USD 67.500.000,00, acrescidos dos interesses financeiros, que seriam produto de crimes de corrupção.

Foi o Juízo informado de que outra parcela do produto do crime de corrupção (USD 29.500.000,00) seria devolvido diretamente à Justiça Federal do Rio de Janeiro, perante a qual tramita outro processo em relação ao investigado Pedro Barusco.

Relativamente aos valores acordados para devolução na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, toma-se a liberdade de informar, para dissipar dúvidas, que já se encontram depositados, em conta judicial vinculada ao processo, R$ 139.666.471,17, havendo ainda outros montantes em curso de repatriação

Concluída a repatriação, o produto dos crimes de corrupção será devolvido à vitima, no caso a empresa Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras, com eventuais condicionamentos para o seu emprego. Quanto à multa penal compensatória, será destinada a outras finalidades públicas.

Direcionamento do dinheiro

Conforme informou o Ministério Público Federal, o dinheiro repatriado ficará agora na conta da Justiça — no momento, está na 13ª Vara da Justiça Federal, de Curitiba –, até que se decida qual será o direcionamento.

No caso do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, “Lalau”, por exemplo, o dinheiro repatriado, cerca de R$ 7 milhões, foi na conta do Tesouro Nacional,  para reparar o dano causado ao erário. A ação ocorreu mais de 10 anos depois, já que o dinheiro ficou bloqueado na conta do ex-juiz.

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walter

Gente, vamos ser abiciosos, mas, AMBIGANANCIOSOS, não… pois tantos que estão precisando em nosso país..de agua, luz, educação,moradia,saúde e principalmente de ALIMENTAÇÃO. PENA DE MORTE AOS CORRUPTOS. URGENTE, VAMOS MUDAR ESTAS LEIS, VAMOS MELHORAR NOSSO PAÍS, NOSSOS NETOS IRÃO PRECISAR DELE SÃO E SALVO.