Justiça permite que psicólogos tratem gays como doentes e promovam “reversão sexual”

Sentença vai contra resolução do Conselho Federal de Psicologia do ano de 1999

18ª Parada do Orgulho LGBT- Rio, em Copacabana. / Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Decisão da Justiça Federal de Brasília permitiu, em caráter liminar, tratar a homossexualidade como uma doença. Na prática, a sentença dá aval para que psicólogos possam atender gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Esse tipo de tratamento passou a ser proibido por meio de uma resolução de 1999 do CFP, nove anos depois da Organização Mundial da Saúde deixar de considerar como doença a homossexualidade. O conselho já avisou que irá recorrer às instâncias superiores.

A decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de condutas dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual.

O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem qualquer possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia. As informações são da revista Veja.

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Humberto Quintão

O tratamento psicológico de homossexuais não quer dizer cura como gostam de argumentar mas da possibilidade de tratamento para aqueles que assim desejarem. Ora, homossexualismo não pode ser imposto, assim como qualquer outra coisa. Antes de mais nada, permitir não quer dizer obrigar a fazer o tratamento. Todos têm direito a buscarem soluções nas suas vidas para serem felizes independente da opção sexual. A solução não é dada pelo psicólogo e sim o paciente a descobre durante o tratamento. Psicólogos não impõe nada e quem já fez terapia sabe disso. Como qualquer outro tratamento psicológico, o paciente pode chegar a… Leia mais