Justiça nega pedido de habeas corpus de executivos presos na Operação Lava Jato

Em sua decisão, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, de Porto Alegre disse que as prisões não são ilegais

A Justiça Federal rejeitou neste sábado (15/11), pedidos de habeas corpus de três executivos de empreiteiras que foram presos na última sexta-feira (14), durante a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF). As defesas do diretor da Camargo Corrêa Eduardo Emerlino Leite, e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli, ligados a OAS, alegaram ilegalidade dos decretos de prisão por não explicarem as participações dos acusados na fraude.

A defesa de Eduardo também pediu que a prisão preventiva seja transformada em domiciliar pelo fato do executivo ter hipertensão arterial. Em sua decisão, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, de Porto Alegre, disse que as prisões não são ilegais. “Restou evidenciada a necessidade da medida por conveniência da instrução criminal. Segundo informações prestadas pela autoridade policial e destacadas pelo juízo impetrado, emissários das empreiteiras tentaram cooptar, por dinheiro ou ameaça velada, uma das testemunhas do processo, o que desvela de forma concreta a necessidade da medida”, explicou a magistrada em sua decisão.

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