Justiça determina bloqueio de R$ 2,1 milhões de médico de Goiás denunciado por racismo

De acordo com a denúncia, o homem utilizou a internet para divulgar uma cena que remonta ao período escravocrata brasileiro

O médico Márcio Antônio Souza Júnior, conhecido como Doutor Marcim, morador da Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, teve bens bloqueados no valor de R$ 2,1 milhões pela Justiça.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) pelo crime de discriminação e preconceito de raça e cor, por ter filmado e publicado no Instagram imagens de um funcionário negro acorrentado nas mãos, pés e pescoço.

O caso aconteceu em fevereiro deste ano. O homem que aparece nas imagens é funcionário da fazenda do médico. Ele tem 37 anos, trabalhava na propriedade do investigado havia cerca de três meses e, em depoimento, teria dito que a situação era uma brincadeira.

De acordo com a denúncia, o médico utilizou a internet para divulgar uma cena que remonta ao período escravocrata brasileiro, com a objetificação do ser humano em razão da cor da pele, da raça e da condição social. Por isso, foi requisitada a instauração de inquérito policial para apurar a conduta de Márcio Antônio e subsidiar o eventual oferecimento de denúncia contra ele.

Conforme o promotor de Justiça Leonardo Seixlack Silva, foi providenciado um levantamento minucioso de todos os bens de Márcio Antônio com o objetivo de garantir o pagamento de eventual aplicação de penas restritivas de direito de cunho patrimonial, como a perda de bens e valores, a prestação pecuniária, a multa penal, o valor mínimo de indenização pelo dano moral coletivo e custas processuais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.