Justiça condena deputada Silvye Alves a indenizar o Jornal Opção
24 abril 2026 às 12h19

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A deputada federal Silvye Alves foi condenada pela Justiça de Goiás a pagar uma indenização ao Jornal Opção. Isso aconteceu porque ela atacou o jornal nas redes sociais e disse que ele estava divulgando notícias falsas. A Justiça também viu que a deputada insinuou que o jornal recebia dinheiro para publicar matérias favoráveis, mas não apresentou nenhuma prova disso.
A decisão foi tomada pelo 7º Juizado Especial Cível de Goiânia. O juiz achou que a reação da deputada foi além do que é aceitável em uma crítica política e afetou a credibilidade do jornal. Tudo começou quando o Jornal Opção publicou uma reportagem sobre uma votação na Câmara dos Deputados. A reportagem falava sobre um projeto que suspendia uma resolução do Conanda relacionada ao aborto legal. O jornal informou que Silvye Alves votou a favor do projeto.
Depois que a reportagem foi publicada, a deputada usou as redes sociais para dizer que a reportagem era falsa e questionar a conduta do jornal. Mas a Justiça analisou o caso e concluiu que a notícia se baseava em dados oficiais da votação. Além disso, as acusações feitas pela deputada não tinham base nos fatos.

O juiz afirmou que a liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição. Isso inclui a liberdade de fazer críticas duras e ter posicionamentos políticos. No entanto, ele também observou que esse direito não dá a ninguém o poder de fazer ataques infundados ou ofensas à honra de outras pessoas.
Silvye Alves foi condenada a pagar R$ 7 mil ao Jornal Opção. Esse valor será corrigido monetariamente. Além disso, ela terá que publicar um direito de resposta nos seus perfis nas redes sociais. Isso deve ser feito com o mesmo destaque das postagens ofensivas, após a decisão ser finalizada.
Se ela não cumprir a determinação, poderá ter que pagar uma multa diária de R$ 1 mil. Essa multa estaria limitada a dez dias.
O Facebook, que também estava envolvido no processo, não foi responsabilizado pela Justiça.
Essa é uma decisão de primeira instância, o que significa que ainda é possível recorrer.
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