Pedro Henrique é apontado como executor dos advogados Marcus Aprigio Chaves e Frank Alessandro, em 2020

Pedro Henrique Martins Soares, um apontado como assassinos dos advogados Marcus Aprigio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes, foi condenado a 45 nos de prisão. Ele enfrentou um júri popular na terça-feira,17, que decidiu pela condenação. O crime ocorreu dentro do escritório dos defensores, em outubro de 2020.

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O júri acabou madrugada desta quarta-feira,18, quando foi dada a sentença pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas. Segundo a decisão, Pedro Henrique não poderá recorrer em liberdade.

Há mais três réus que serão julgados pelo júri popular. Nei Castelli é acusado de ser o mandante do crime. Os demais réus serão também serão julgados por júri popular. Cosme Lompa Tavares é apontado como o intermediador entre o mandante e os executores. Hélica Ribeiro Gomes é a namorada de Pedro Henrique, acusada de favorecimento pessoal. Ainda há um quinto envolvido: Jaberson Gomes foi morto em 2020 em confronto com a PM. Ele é acusado de usar nome falso para marcar horário com os advogados e acompanhar Pedro Henrique no dia do crime.

Relembre o crime

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os assassinatos foram encomendados por Nei Castelli porque as vítimas venceram uma disputa judicial de reintegração de posse proposta contra a família dele. Com a derrota na Justiça, Nei ficou na incumbência de pagar R$ 4,6 milhões de honorários aos advogados.

O fazendeiro teria ficado inconformado com a condenação e, por interesses patrimoniais, decidiu matar Marcus e Frank como forma de retaliação.

De acordo com os autos, Nei Castelli teria contatado Cosme Lompa para lhe ajudar a contratar os executores Pedro Henrique e Jaberson Gomes, que morreu em confronto com a Polícia.

Hélica Ribeiro, namorada de Pedro, foi quem negociou o valor que seria pago ao namorado e a Jaberson pelas mortes das vítimas.

Segundo o MP-GO, Nei prometeu R$ 100 mil caso a dupla saísse impune, e R$ 500 mil caso os acusados fossem presos pelos homicídios. Com isso, Pedro Henrique e Jaberson agendaram uma reunião com Marcus Chaves utilizando um nome falso. Ao chegar no escritório, a dupla foi levada à sala de reunião e rendeu o advogado. Sob a  mira de um revólver, ele foi obrigado a chamar Frank Alessandro até o local.

Para tentar despistar a causa da morte, os homens chegaram a perguntar às vítimas onde que havia dinheiro. Marcus chegou a dar R$ 2 mil para os criminosos. Porém, Pedro Henrique atirou três vezes contra Marcus e uma vez contra Frank, que morreram na hora.