Jungmann alega envolvimento de poderosos em assassinato de Marielle

Testemunhas afirmam que políticos tentam impedir elucidação do caso

Foto: Divulgação

O atual ministro da Segurança Pública Raul Jungmann disse, nesta sexta-feira (23/11), que com certeza o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes teve envolvimento de poderosos. As mortes ocorreram em 14 de março deste ano.

“A procuradora-geral da República [Raquel Dodge] teve acesso a duas testemunhas, uma do Orlando Curicica e a outra que permanece no anonimato, em que são feitas gravíssimas acusações a agentes públicos do Rio de Janeiro”, disse. Segundo ele, as testemunhas disseram que existiria uma articulação envolvendo agentes públicos, milicianos e políticos, “em um esquema muito poderoso” que não teria interesse na elucidação do caso Marielle.

“Até porque estariam envolvidos neste processo. Se não tanto na qualidade daqueles que executaram, na qualidade de mandantes”, completou. Perguntado se o envolvimento de poderosos na morte da vereadora era uma certeza ou uma hipótese, o ministro afirmou: “Eu diria que é mais que uma certeza”.

Apesar de revelar ter informações importantes sobre o assassinato da vereadora, Jungmann não confirmou se o caso será resolvido até o fim do ano. “Começamos há pouco mais de três semanas, mas eu acredito que a Polícia Federal, que é uma das melhores polícias do mundo, vai sim avançar, esclarecendo o complô dos poderosos” disse.

Mas adicionou: “Nós vamos chegar seja em quem for. O governo federal tem distanciamento suficiente para poder avançar nesse processo de faxina do Rio de Janeiro. Porque é disso que se trata”, sobre a conclusão até o fim do ano.

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