Julgamento sobre morte de Davi Sebba termina com dois condenados e uma absolvição em Goiânia
03 outubro 2026 às 10h57

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O Tribunal do Júri de Goiânia encerrou, nesta sexta-feira, 2, o julgamento dos três policiais militares acusados de participação na morte do advogado Davi Sebba Ramalho. Ao final da votação dos jurados, dois réus foram condenados e um foi absolvido.
O soldado Jonathas Atenevir Jordão, apontado na denúncia como autor dos disparos, foi condenado por homicídio qualificado. Os jurados o absolveram da acusação de porte ilegal de arma no quesito genérico. A pena foi fixada em 12 anos de prisão.
O tenente Ednailton Pereira de Souza foi condenado por homicídio simples e também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A pena aplicada foi de 10 anos de prisão.
Já o sargento Luiz Frederico de Oliveira foi absolvido da acusação de homicídio no quesito genérico. Em relação à acusação de porte de arma, ele foi absolvido por negativa de autoria.
Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação de Jonathas Atenevir Jordão, o juiz presidente do Tribunal do Júri reconheceu que Jordão não possui condenações criminais anteriores, apresenta conduta social positiva e colaborou com os atos processuais ao longo da tramitação da ação penal.
Ainda de acordo com a assessoria, o magistrado registrou a inexistência de elementos que justificassem a prisão cautelar e garantiu a Jonathas o direito de aguardar em liberdade o julgamento de eventual recurso.
Relembre o caso
O julgamento foi realizado 14 anos após a morte do advogado Davi Sebba Ramalho, ocorrida em 5 de julho de 2012, em Goiânia.
Na ação penal responderam às acusações o tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado Jonathas Atenevir Jordão. Os três policiais militares foram levados a julgamento popular por suposto envolvimento na morte do advogado.
O crime aconteceu no estacionamento de um supermercado localizado na região da Avenida T-9. Davi Sebba tinha 38 anos e foi atingido dentro do próprio veículo.
À época dos fatos, a Polícia Militar informou que os agentes haviam recebido informações de que o advogado estaria no local para um encontro relacionado à compra de drogas.
Durante os anos seguintes, o caso passou por uma longa tramitação judicial. A investigação e o processo foram marcados por diferentes versões sobre as circunstâncias da ocorrência, debates sobre provas produzidas nos autos e sucessivas decisões judiciais que alteraram a situação processual dos acusados.
Somente após o encerramento dessas etapas o caso foi submetido ao Tribunal do Júri, que definiu a responsabilidade criminal dos três réus. A íntegra da sentença deverá ser disponibilizada posteriormente pelo Poder Judiciário.
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