Juiz autoriza volta do prefeito de Cavalcante

João Neto foi afastado do cargo por vereadores sob justificativa de que ele teria se ausentado da prefeitura por mais de 15 dias sem avisar

Após decisão do juiz Rinaldo Aparecido Barros, feita na tarde desta quinta-feira (5/2), o prefeito de Cavalcante, João Pereira da Silva Neto (PTC), pode voltar ao seu gabinete de forma definitiva. João havia sido cassado pela Câmara Municipal sob alegação de que havia se ausentado da cidade por mais de quinze dias sem autorização da Casa.

“Estou aliviado e com sentimento de que a justiça foi feita. Estou mais motivado do que nunca para trabalhar por Cavalcante”, disse o prefeito.

Conforme o advogado de defesa do prefeito, Reginaldo Martins, a cassação não teve valor legal, já que, de acordo com ele, João Neto não se ausentou durante 15 dias do município. O advogado ainda afirma que não foi garantido o direito à ampla defesa no processo da cassação. “Nomearam um advogado que é adversário político do meu cliente para fazer sua defesa”, explica.

O Jornal Opção Online falou com o prefeito em dezembro do ano passado, logo quando a decisão da Casa municipal –que possui apenas nove vereadores — foi divulgada. Na época, João alegou que a ação foi uma manobra de seis parlamentares que pretendiam tomar poder — sendo que cinco haviam sido denunciados pelo prefeito. O sexto, Jorge Chein (PSD) — que também votou a favor da cassação –, é esposo da vice-prefeita, Maria Celeste Cavalcante Alves (PSD).

Isso porque o grupo teria uma rixa com o prefeito, já que em setembro de 2013 ele apresentou denúncia no Ministério Público de Goiás contra os cinco vereadores Augusto dos Anjos (PR), presidente da Casa, Sival Alves Borges (PTB), Availdo Riacho (PT do B), Leonor Santos (PTB), conhecido como Nono, e Geraldo Santos Júnior (PV), conhecido como Júnior do PV.

Conforme denúncia, eles tentaram extorqui-lo, pedindo o valor de R$ 250 mil para aprovar os projetos do gestor. “Eu confirmei, e no dia que fui repassar, filmei tudo e denunciei”, disse João. No mesmo mês, Augusto, Júnior do PV e Sival foram presos após serem flagrados em um vídeo recebendo uma maleta com R$ 20 mil. Na época, a Polícia Civil confirmou que o dinheiro seria parte dos R$ 250 mil que os parlamentares pediram ao prefeito.

Entretanto, um tempo depois todos voltaram aos seus cargos. Desde então, as vereadores estariam tentando inviabilizar João no município.

O prefeito garantiu ao Jornal Opção Online que no mês de novembro sofreu um acidente de carro, e ficou em Goiânia por alguns dias fazendo exames. “Não foi nem uma semana, e eu já voltei para Cavalcante. Tenho provas de que eu estava aqui no período que disseram que eu não estava”, garantiu.

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Marcos

Esses vereadores fazem parte de uma quadrilha instalada nesse Municipio de cavalcante, o problemas são as autoridades que são omissas nos casos de estupros contra menores de idade. O jornal podia ligar para delegacia e ver um inquerito que corre contra o Vereador Jorge Cheim por estupro.