Vice-prefeito de Goiânia garante que não há por que discutir outros nomes para a prefeitura da capital. Aliança com PT, de acordo com peemedebista, ainda é incerta

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“É muito cedo para fazer prospecção. Nem no sentido de separar, nem de juntar”, disse vice-prefeito sobre aliança PT e PMDB em Goiânia | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

O nome de Iris Rezende nunca saiu da mesa do PMDB estadual. Grande líder da legenda, já passou pela Prefeitura de Goiânia três vezes e foi governador do Estado por dois mandatos. A influência política de Iris é inegável, mas pode ter sofrido desgaste após perder duas eleições seguidas para o governador Marconi Perillo (PSDB).

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Não é o que acha o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), irista convicto. De acordo com ele, o nome do ex-governador continua forte como sempre. “Queimado fica quem ganhou eleição e não cumpriu promessa”, disse. Chamando Iris de “Neymar do PMDB”, Agenor garante que não existe motivo do líder peemedebista ficar de fora das próximas eleições goianienses.

“Quem tem Neymar não vai colocar o cara na reserva. Vai deixar ele jogar! Tem 12 anos que o Iris não perde eleição em Goiânia. Por que trocar o certo pelo duvidoso?”, questionou. De acordo com o vice-prefeito, Iris é o candidato preferencial do PMDB, e isso não se discute. Outros nomes surgirão apenas se ele recuar na disputa. O vice-prefeito sustenta, entretanto, que irão insistir e pressioná-lo para que isso não ocorra.

Agenor não quis citar outros nomes que poderiam entrar na disputa, mas garante que pessoas capacitadas para o cargo não faltam — todavia, não é ele. O vice-prefeito disse que não decidiu que rumo dará a sua vida política após o fim deste mandato ao lado de Paulo Garcia (PT), e garante que não pensa em prefeitura, tampouco em tentar um cargo na Câmara Municipal.

Questionado sobre a falta de nomes capacitados no PMDB que poderiam (e gostariam) de ser candidatos caso necessário, o peemedebista afirma que não há necessidade. Conforme Agenor, os outros partidos lançam vários nomes porque não têm tanta força — por isso anunciam e esperam que os políticos ganhem mais força.

De acordo com Agenor, isso não é necessário no PMDB. “Temos um candidato competitivo. O problema dos outros é que nunca disputaram eleição em Goiânia e ficam tentando se viabilizar. Muitos não são nem unanimidade na legenda.” O vice-prefeito afirma que no PMDB não há briga — estão todos muito bem organizados.

E a aliança com o PT?

As articulações para as eleições municipais de 2016 continuam com a incerteza de aliança entre algumas legendas, principalmente entre o PT e o PMDB em Goiás — ainda mais com a atual conjuntura nacional.

O vice-prefeito assinala que a junção entre as legendas ainda é incerto. “Muita coisa vai acontecer. Não dá para dizer que junta nem que não junta. Tem até 30 de junho [de 2016] para fechar”, afirma.

Com o DEM ao lado do PMDB, e se recusando a fazer aliança com o PT, a situação ficou complicada em Goiânia. Principalmente com o constante afastamento entre petistas e peemedebistas. “Problema sempre tem. As conversas de hoje não são as mesmas de amanhã. É muito cedo para fazer prospecção. Nem no sentido de separar, nem de juntar.”

O cenário, entretanto, parece ser de rompimento. Ainda assim, Agenor sustenta que na política, muita coisa “parece mas não é”. Conforme o vice-prefeito, o que vale é o que de fato é. “Ninguém vai se comprometer a fechar porta agora.” O peemedebista ainda comenta sobre a reforma política que, de acordo com ele, irá definir muitas alianças em todo o Brasil.

Atualmente, conforme o gestor, ainda existe uma aliança entre os dois partidos, com vereadores do PMDB ajudando na governabilidade do prefeito petista, como é o caso de Paulo Borges, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia.