Instituições goianas defendem que 30% das vagas nas Casas Legislativas seja para mulheres

Autor do projeto, senador Luiz do Carmo (MDB) esteve presente no evento e, ao lado de mulheres representes de diversas entidades, destacou os desafios para aprovar a matéria

Em preparação para o 2º Simpósio “A importância da mulher na construção de um parlamento democrático”, que acontecerá em Goiânia no próximo mês, mulheres de diversas instituições se reuniram na sede do Ministério Público no Estado de Goiás (MP-GO) para discutir igualdade de gênero nas Casas Legislativas.

Além da pauta principal, o grupo de órgãos se uniu em apoio público ao Projeto de Lei que garante 30% de vagas para eleição de mulheres, de autoria do senador Luiz do Carmo (MDB), que também é idealizador do Simpósio.

No evento, estiveram presentes representantes do Tribunal de Justiça, Defensoria-Pública, Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), universidades UFG e PUC-Goiás, institutos federais Goiano e de Goiás, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal entre outras seis instituições.

Durante as falas, a mesa composta por 12 mulheres destacou que o PL une os mais diversos pensamentos e ideologias políticas, sendo um ponto em comum o diagnóstico da necessidade de mais representação feminina nas Casas Legislativas.

Resistência à aprovação

Uma das questões levantadas durante o evento foi a possível resistência que se dará na tramitação da matéria. O senador Luiz do Carmo afirmou que já na apresentação houve por parte de alguns parlamentares o pedido expresso para que fosse retirada a matéria, entretanto o emedebista afirma que após o processo de debates e apresentações, o próprio parlamento deverá reconhecer o caráter positivo do PL, prevendo a aprovação.

Para uma das componentes da mesa, a representante da OAB-GO, Adriana Garcia, será possível garantir aprovação dos 30% a partir de debate que envolva toda a sociedade, conscientizando de forma concreta para a importância da representatividade feminina.

“O avanço das mulheres em diversas áreas vem sendo realidade nas últimas décadas, mas o parlamento não acompanha essa tendência, precisamos avançar em representatividade nesses locais”, destacou Adriana.

Sobre o cenário goiano em representatividade, a vereadora Leia Klebia (PSC) relembrou que atualmente a Câmara Municipal conta apenas com seis mulheres, do total de 35 cadeira. Na Alego o quadro é ainda mais desproporcional, com apenas duas mulheres entre os 41 deputados estaduais. “Precisamos avançar e muito”, destacou a parlamentar.

“Não há democracia sem representatividade. E o desafio de dar visibilidade ainda é grande”, afirmou a professora Geisa Boaventura, que representava o IF goiano.

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