Inquérito sobre morte de advogados deve ser finalizado na próxima semana

Homem apontado como executor participou de reconstituição do crime nesta quinta, 26

Reconstituição do assassinato dos advogados no Setor Aeroporto | Foto: Eduardo Pinheiro / Jornal Opção

Pedro Henrique Soares, de 25 anos, o principal suspeito de ter executado os advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, participou da reconstituição do crime na tarde desta quinta-feira, 26, no escritório localizado na Rua 9-A, no Setor Aeroporto, em Goiânia. O inquérito deve ser finalizado pela polícia na semana que vem.

Com roupas da Delegacia de Capturas, Pedro Henrique foi escoltado por policiais civis até o local no qual teria matado os advogados no dia 29 de outubro. No escritório, mostrou como foi a dinâmica do duplo assassinato.

O suspeito de ser executor do crime ainda mostrou qual a trajetória que fez com Jaberson Gomes, outro suspeito de participação na morte dos advogados, de moto ao chegar e sair do escritório.

Advogados assassinados

Aos delegados, Pedro Henrique disse que almoçou por duas vezes em um restaurante localizado em frente ao escritório para estudar a rotina dos advogados.

O delegado Rhaniel Almedia, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), apontou que Pedro Henrique é frio, confessa toda a participação no crime e tenta proteger outras pessoas. Além disso, ele imputa a Jaberson informação de que haveria grande quantia de dinheiro no escritório. Fato que é rebatido pelo delegado.

“Temos provas que corroboram que o crime foi encomendado. Inclusive não faz sentido eles viajarem 800 quilômetros para roubar um escritório de advocacia, que sequer é local apropriado para grande quantia de dinheiro. A vítima chegou a dar R$ 2 mil e, ainda assim, houve a execução. A confissão de que ele almoçou em frente ao escritório e estudou a rotina das vítimas já diz que não se trata de um simples roubo”, aponta Rhaniel.

A Polícia Civil pedirá a conversão de prisão temporárias para preventiva por entender que há elementos para tanto.

O crime

Pedro Henrique Martins Soares: o pistoleiro que matou dois advogados

Em 29 de outubro, Pedro Henrique e Jaberson foram até o escritório, se passaram por clientes dos advogados e anunciaram assalto. Após a secretária entregar R$ 2 mil para a dupla, Pedro Henrique executou os advogados a tiros. Eles estavam hospedados em um hotel no Centro de Goiânia e fugiram para Anápolis, onde tomaram um ônibus rumo Porto Nacional, na região metropolitana de Palmas, em Tocantins..

Imagens de câmera de segurança foram recuperadas pela Polícia após o crime e mostram a moto em que os executores estavam. Assim, os policiais conseguiram reconstituir a trajetória deles.

Pedro Henrique foi capturado no final de outubro na casa da namorada, na cidade de Porto Nacional. O outro autor, Jaberson Gomes, foi morto pela Polícia Militar tocantinense durante as buscas no mesmo dia.

A Polícia Civil aponta o fazendeiro Nei Castelli, de 58 anos, como mandante do duplo assassinato. A motivação do crime seria a disputa por uma fazenda no valor de R$ 46,7 milhões que fica na divisa de Goiás com a Bahia.

Nei Castelli iria pagar R$ 100 mil pelo crime. Caso fossem presos, os executores ganhariam R$ 500 mil. O delegado Rhaniel aponta que a promessa por mais dinheiro é o principal motivo de Pedro Henrique negar que se trata de crime por encomenda.

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