Inquérito do caso da porteira chamada de “macaca” por morador de prédio será concluído dentro do prazo de 30 dias, diz delegado

Vinícius Pereira deve ser indiciado pelos crimes de injúria racial e ameaça contra a porteira do condomínio em que ele mora no Jd. Goiás, em Goiânia

Porteira de um prédio é chamada de “macaca” e “chimpanzé” | Foto: Gabriela Macedo / Jornal Opção

O morador Vinícius Pereira, que chamou a porteira de um prédio de alto padrão do Jardim Goiás de “macaca” e “chimpanzé” foi liberado do depoimento nesta quinta-feira, 22, a Polícia Civil. A defesa do homem, propôs ao delegado responsável pelo caso, Gil Fonseca Bathaus, que o interrogatório fosse feito por chamada de vídeo e adiantou que ele faria uso do seu direito de se manter em silêncio. Com isso, o investigador o liberou de depor.

O delegado informou que o inquérito será concluído em até 30 dias. O morador, Vinícius deve ser indiciado pelos crimes de injúria racial e ameaça contra a porteira do condomínio em que ele mora.

“Eu informei que não seria necessário interrogatório, bastava juntarem aos autos um documento em que eles informassem a decisão do investigado, assinado pelo investigado e advogados, entendo que não há problema nenhum, e o inquérito seria encerrado”, disse Gil Fonseca Bathaus.

Relembre o caso

No domingo, 18, Vinícius Pereira da Silva chegou ao edifício onde reside, no Jardim Goiás, em Goiânia, e, na porta da garagem, buzinou. Como a trabalhadora não identificou o morador, impediu que o mesmo entrasse com o carro até que se identificasse. Após o episódio Vinícius começou a destratá-la. Depois de adentrar ao condomínio, se dirigiu à portaria onde a trabalhadora estava e disparou: “Grava, macaca! Chimpanzé! Chipanga! Me escara, desgraça”, disse.

Em seguida, já no seu apartamento, Vinícius ligou na portaria e continuou a agredir e ameaçar a funcionária. Ao ser questionado sobre o porquê das ameaças, disparou: “Porque você não presta, desgraça. Você é uma merda, abaixo de zero”. Mesmo a funcionária não reagindo às grosserias, Vinícius Pereira continuou os ataques: “Vou meter minha arma na cintura e vou aí resolver”.

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