Independente de pandemia, pacientes com doenças crônicas devem continuar tratamentos, alerta médicos

Com evasão de pacientes com tratamentos continuados dos hospitais, mortes em casa e sem socorro aumentam

Estudo realizado pelo Angioplasty.org mostrou redução na procura por atendimento emergencial de pacientes cardíacos em 50% em Nova York, durante a pandemia de coronavírus. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 800% no número de pessoas que morreram em casa em decorrência de um ataque cardíaco na localidade.

Por isso, médicos chamam atenção para que pessoas com problemas crônicos não deixem de procurar atendimento em razão da Covid-19, quando se tratar de uma emergência. Tratamentos continuados também não devem ser interrompidos. Profissionais de saúde relatam evasão de 70% desses pacientes dos hospitais durante a pandemia.

De acordo com Leonardo Rocha-Carneiro Garcia-Zapata, neurocirugião, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda maior causa de morte no mundo, atrás apenas de doenças isquêmicas do coração (Infarto Agudo do Miocárdio). Ele explica que as duas são muito graves e precisam de atenção imediata.

Por esse motivo, pacientes cardíacos, além de portadores de diabetes, câncer e outras patologias graves e de tratamento continuado não podem, em hipótese alguma, deixarem as consultas para depois. Além dos riscos da própria doença, o paciente deve manter o acompanhamento médico, inclusive, por estar no grupo de risco da Covid-19.


O Ministério da Saúde informou no início de abril que 8 em cada 10 mortes pela infecção provocada pela SARS-COV-2 tinham fator de risco associada. Cardiopatas representam 57% dos óbitos, portadores de diabetes 40%, quadros de pneumonia 16%, e doenças neurológicas 10,5%.

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