Inadimplência do consumidor cai na comparação entre novembro e outubro

Dados divulgados pela Serasa Experian mostram também que, em comparação com o mesmo período do ano passado, brasileiro teve mais dificuldades de pagar suas contas em dia

Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Fotos Públicas

Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Fotos Públicas

De acordo com levantamento divulgado hoje pela empresa de consultoria Serasa Experian, a inadimplência do consumidor brasileiro  caiu 1,2% em novembro em comparação com outubro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de 10,9%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência em novembro deste ano em relação ao do ano passado decorre da maior dificuldade do consumidor em pagar suas contas em dia, tendo em vista os aumentos sucessivos das taxas de juros ao longo desse período e o enfraquecimento gradual do mercado de trabalho, com queda do nível de emprego em alguns setores, especialmente o industrial.

Já o recuo da inadimplência em novembro, em relação ao mês de outubro, é explicado pela menor quantidade de dias úteis (foram 20 em novembro e 23 em outubro). Isso tem impacto principalmente na quantidade de cheques devolvidos pela segunda vez por insuficiência de fundos.

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 12,9% de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2013. O valor médio dos cheques sem fundos e títulos protestados também teve crescimento de 6,3% e 0,8%, respectivamente. O valor médio da inadimplência com os bancos caiu 3,7%.

Veja os dados na tabela abaixo:

Foto: reprodução/Serasa Experian

Foto: reprodução/Serasa Experian

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. São consideradas variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos e dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água, telefonia etc.) em todo o país.

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