IBGE: Produção industrial cai 0,6% em Goiás

Em comparação com o mesmo período de 2014, a queda foi de 3,4%. Houve crescimento em nove dos 14 locais pesquisados

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10/7) indicam que a produção industrial em Goiás caiu 0,6% em maio. Em comparação com maio de 2014, houve uma queda de 3,4% na produção goiana, sendo que no Brasil a retração foi de 8,8%. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a diminuição foi 1,3%.

Em Goiás, oito das nove atividades pesquisadas apontaram redução de produção. O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos caiu 21,9% e o de produtos de metal, 20,2%. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, entretanto, registrou crescimento de 6,6%.

Dos 14 locais pesquisados, houve queda apenas em cinco: além de Goiás, a Bahia registrou retração de 1%; o Rio Grande do Sul, de 1,6%; e o Pará, 1,5%. O maior crescimento foi percebido no Ceará, com 3,6%. Em seguida vem o Amazonas com 2,6%; Pernambuco, 1,4%; e Minas Gerais, 1,3%. Também foi registrado aumento em Santa Catarina (0,7%), Espírito Santo (0,6%), São Paulo (0,5%), Paraná (0,3%) e Rio de Janeiro (0,2%).

No acumulado de janeiro a maio, a média nacional foi de queda de 6,9% na produção industrial. No Amazonas, a redução foi ainda maior, chegando a 17,3%, assim como no Rio Grande do Sul (11,5%); na Bahia (10,9%); Ceará (9,4%); Paraná (8,8%); São Paulo (8,6%); Minas Gerais (7,4%); e Santa Catarina (7,4%).

O IBGE explica esse menor dinamismo à diminuição na fabricação de bens de capital, aqueles voltados para equipamentos de transportes como trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias.

Bens intermediários (autopeças, derivados do petróleo, produtos têxteis, siderúrgicos, de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (medicamentos, produtos têxteis, vestuário, bebidas, alimentos e gasolina) também registraram queda.

* Com informações da Agência Brasil

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