Hugo 2 recebe carregamento de 14 contêineres com equipamentos hospitalares e está 90% equipado

O secretário estadual de saúde  Halim Girade e a imprensa acompanharam a chegada dos aparelhamentos. A unidade de saúde será a maior do Centro-Oeste

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Em fase final de construção e com a Organização Social (OS) já contratada, o Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia – Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugo 2) recebeu nesta sexta-feira (22/8) 14 contêineres com 472 camas elétricas e 801 macas. O secretário estadual de Saúde Halim Girade acompanhou a chegada dos equipamentos importados da Europa e salientou que 90% destes já foram adquiridos. “Na próxima semana deverá chegar à capital os equipamentos do centro cirúrgico e da UTI”, previu.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o secretário afirmou que os outros 10% que faltam para equipar a unidade são as necessidades da própria OS [Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir)] “pois ela tem especificações que precisará colocar aqui dentro da unidade”, disse, lembrando também que a OS que administrará a unidade não utiliza papel nos prontuários, mas emprega modelos de prontuários médicos digitais.

O presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Yaspers Helou, acompanhou o secretário estadual de Saúde no recebimento dos equipamentos provenientes da República Tcheca e disse à reportagem que Goiânia e o Estado vivem um período de demanda reprimida na saúde, principalmente nos casos mais graves. “A inauguração do Hugo 2 vai redistribuir esta demanda e melhorar de sobremaneira a saúde em Goiás”, confessou.

A compra e a instalação dos equipamentos médicos, de informática e de mobília custaram ao governo estadual mais de R$ 70 milhões.

No início deste mês o governador Marconi Perillo ressaltou que o Hugo 2 integrará uma rede com outros nove hospitais estaduais. “Hugo 1, HDT, HGG, Materno, Crer, Huana, Huapa e toda a rede hospitalar do Estado funcionando com qualidade de primeiro mundo. Quando esse hospital entrar em funcionamento a população vai se sentir realmente respeitada pelo poder público.”

Tecnologia ambiental

Raio-X

Exemplo de um raio-x digital

Dentre as aquisições de maior destaque feitas pelo Estado para o Hugo 2 estão um autoclave e o triturador de lixo. O conjunto esteriliza e tritura o lixo e só existem dois deles no país. O outro é usado pelo Hospital Sirio-Libanês, em São Paulo. O autoclave, por exemplo, é um aparelho que esteriliza utensílios hospitalares sob pressão por meio de calor úmido.

Já o equipamento de raios-x digital, do tipo “DR”, não necessita de revelação do filme, ou seja, a imagem pode ser vista diretamente na tela do operador, garantindo maior agilidade no diagnóstico.

O Hospital

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Hugo 2 será o maior hospital da região Centro-Oeste e atualmente é a maior unidade de saúde em construção em todo território brasileiro.

O hospital será gerido pela Agir, OS responsável também pelo Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) desde 2002. “Fizemos o chamamento e pontuamos as metas do Estado para este hospital e então cinco associações entraram no processo de licitação e apresentaram propostas de operacionalização, vencendo assim a que teve maior avaliação técnica e financeira”, disse Halim Girade.

A obra teve um custo total de R$ 150 milhões e segundo a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) está com mais de 90% concluída, tendo previsão de inauguração antes do final deste ano. A unidade vai contar com 21 centros cirúrgicos, área para tratamento de queimaduras, 80 leitos de UTIs pediátricas e adultas e atenderá mais de mil pacientes diariamente. O custo mensal é estimado em R$ 15 milhões aos cofres públicos estaduais.

“Este hospital atenderá traumas e também emergências clínicas, como gastrites severas, pneumonias, apendicites, ou seja, aquelas que o Hugo 1 não atendem. Por exemplo, hoje não  temos na rede pública de saúde leitos para queimados, mas este hospital terá 13 leitos para esta especialidade”, pontuou o secretário estadual de saúde.

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