Os partos normais atingiram o maior patamar de 2026 no Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) durante o mês de julho. Foram 201 nascimentos por via vaginal, o equivalente a 47% dos 427 partos realizados no período. O resultado representa um crescimento de 15,5% em relação a junho e acompanha o avanço das práticas de assistência humanizada adotadas pela unidade.

Em comparação com junho, quando foram realizados 174 partos normais, houve aumento de 15,5%. No mesmo intervalo, o indicador global de desempenho da assistência prestada pelo hospital também avançou, passando de 89% para 94%.

Humanização do parto

Parte desse resultado está relacionada ao trabalho desenvolvido no Centro de Parto Normal (CPN), referência no atendimento a gestantes de risco habitual. Em julho, 224 mulheres foram atendidas na unidade e, desse total, 82% tiveram os filhos por parto normal.

O CPN conta com suítes PPP (pré-parto, parto e pós-parto), permitindo que a gestante permaneça no mesmo ambiente durante todas as etapas do nascimento. A estrutura oferece mais privacidade, conforto e garante a presença do acompanhante e da doula escolhida pela paciente.

Durante o trabalho de parto, as equipes monitoram continuamente as condições do bebê e utilizam métodos não farmacológicos para aliviar o desconforto e favorecer a evolução do parto. Entre os recursos disponíveis estão banho morno em banheira ou chuveiro, musicoterapia, cromoterapia, aromaterapia, massagens, exercícios, técnicas de relaxamento e diferentes posições para o parto.

Segundo a enfermeira obstetra e supervisora do Centro de Parto Normal, Cristiane Vieira, a proposta é oferecer uma assistência baseada em evidências, respeitando o protagonismo da mulher.

“O nosso trabalho é oferecer uma assistência segura, acolhedora e baseada em evidências, respeitando o tempo da mulher, suas escolhas e proporcionando recursos que contribuam para uma experiência positiva durante o nascimento”, afirmou.

Apenas 18% das gestantes atendidas no Centro de Parto Normal precisaram passar por cesariana. De acordo com o hospital, o procedimento é indicado apenas quando há necessidade clínica, priorizando a segurança da mãe e do bebê.

Assistência baseada em evidências

As práticas adotadas pelo Hospital e Maternidade Dona Iris seguem as recomendações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O monitoramento permanente dos indicadores assistenciais permite avaliar os resultados e aperfeiçoar os protocolos de atendimento. Segundo a unidade, a estratégia busca ampliar a segurança do parto e garantir uma assistência cada vez mais humanizada, centrada nas necessidades da mulher e do recém-nascido.

Com o aumento do número de partos normais registrado em julho, o hospital reforça a aposta em práticas de acolhimento e cuidado humanizado, oferecendo às famílias uma experiência de nascimento pautada pela segurança, respeito e autonomia da gestante.

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