Resultados do marcador: Maternidade

Encontramos 34 resultados
REFLEXÃO
Coisas de mulheres

Nós mulheres não somos ensinadas a ter hobbies. Homens desde pequenos são levados em estádios para ver futebol, ganham videogames. Às mulheres, os brinquedos que são relegados a nós, em sua maioria são imitação de cuidado: brincar de boneca, cozinha, casinha...

Maternidade atípica
Roda de conversa no Impact Hub Goiânia discute maternidade atípica e rede de apoio; veja como participar

O tema central será “Maternidade atípica: acolhimento, escuta e rede de apoio”, com o objetivo de promover um espaço de diálogo e troca de experiências entre mulheres que convivem com os desafios do TEA e profissionais da educação

IMG_9348
Paralisação
Médicos da Maternidade Célia Câmara anunciam greve de 48 horas por atraso de salários

Paralisação foi definida pelo Simego e deve ocorrer entre 9 e 11 de março

Valparaiso-regiao-metropolitana-de-brasilia
Decisão
Justiça reconhece dupla maternidade e manda alterar certidão, em Valparaíso de Goiás; entenda

Gestação foi feita por inseminação caseira com doador anônimo

WhatsApp Image 2025-10-26 at 11.20.59
Programa
Maternidade Célia Câmara oferece visitas guiadas para gestantes

Programa “Visita de Vinculação” da Célia Câmara permite gestantes conhecer setores, equipe e serviços antes do parto

WhatsApp Image 2025-09-15 at 16.16.59
Índigenas
Partos indígenas em Goiânia evidenciam cuidado humanizado e respeito cultura

Ambos os casos foram acompanhados por profissionais que, segundo a direção da unidade, seguem protocolos de humanização e atenção à diversidade cultural

IMG_9317
Nova administração
Prefeitura de Goiânia publica rescisão de convênios com a UFG e Fundahc para gestão das três maternidades

Organizações sociais começam a gerir maternidades a partir desta sexta-feira, 29

Falta achar um namorado
Maya Massafera revela desejo de implantar útero: “Quero engravidar” 

A influenciadora digital, que é uma mulher trans, Maya Massafera, de 44 anos, surpreendeu ao revelar seu desejo de se tornar mãe por meio de um procedimento médico inovador. Após passar por uma transição de gênero completa, Maya compartilhou em entrevista ao jornalista Leo Dias que pretende realizar o implante de um útero para viabilizar uma gravidez. “Eu quero engravidar, mas, amor, a vida da mulher solteira está muito complicada, está quase insalubre. Eu tendo namorado, vou implantar um útero e vou engravidar”, declarou, com bom humor e determinação. 

Além dos planos para a maternidade, Maya falou sobre os desafios da vida amorosa. Solteira, ela recorre a aplicativos de relacionamento para conhecer novas pessoas, mas admite que não tem sido fácil. “É difícil namorar. Muito, muito, muito. Antes eu estava mais procurando, agora quem chegar, chegou”, comentou. 

A influenciadora também revelou detalhes sobre sua jornada de transição de gênero, que envolveu um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões em procedimentos médicos. Segundo ela, cada etapa foi cuidadosamente planejada com os melhores profissionais disponíveis. “Sempre fiz com o melhor que achei no meu entendimento daquela área. Eu ia no melhor do peito, no melhor daquilo, fazia consulta com todos. Fiz consulta com uns 10 de cada”, pontuou. 

Leia também: Mortes por dengue em Goiás chegam a 67 em 2025; Saúde investiga outros 69 óbitos 

Reconhecimento
Goiás promove mutirão ‘Meu Pai Tem Nome’ neste sábado, 16, para garantir reconhecimento de paternidade e maternidade

Mais de 2.100 crianças foram registradas sem nome do pai em Goiás entre janeiro e maio de 2025

Mudança
Fundahc contesta saída automática de gestão das maternidades e cobra rito legal para rescisão de convênios

A entidade reforça que os convênios firmados entre a Fundahc, a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o município possuem cláusulas específicas sobre rescisão contratual

Maternidades
Mabel critica gastos da Fundahc e diz que nova OS pode assumir Maternidade Dona Iris de forma emergencial

SMS diz que recebeu os repasses referentes ao mês de julho e que realizará o pagamento do mês de julho à Fundahc nesta quarta-feira, 9

Faltou Dizer
Dia das mães ou vida de cobrança? A hipocrisia por trás dos parabéns

11 milhões de mães solteiras no Brasil enfrentam sobrecarga e invisibilidade

Crônica
Eu não vou ser mais criança!

Cada dia é um dia e há muitos dias não rolava choro por aqui. Depois de 8 meses como irmã mais velha, a situação anda mais controlada aqui em casa, Cecília tá menos ciumenta, eu menos culpada, as noites melhoraram (um pouco) e a vida começa a tomar quase um ar de normalidade. Um novo normal, menos caótico que o pós parto e muito mais caótico que da gravidez. Mas outro dia, assim, do nada, Cecília queria colo, justo quando Matheus queria mamar. Um chorou de um lado, a outra do outro e a gente se virou como pode. Depois de fazer ele dormir, fui consolar ela e entender o que tinha acontecido.

Era ciúme. Era a Cecília descobrindo que crescer dói e tem horas que é dor que rasga. Nesse dia, ela queria ser filha única. Disse que sentia saudades de quando era só a gente, de quando a gente saia de carro e despretensiosamente parava numa praça pra ela brincar. Do skincare e da massagem, do banho calmo, e foi listando uma infinidade de coisas das quais eu também tô sentindo muita falta. Nunca mais seremos só nós duas, mas voltaremos, claro, a fazer coisas de mãe e filha.

Sentindo saudades e com choro entalado na garganta, eu disse pra ela que logo Matheus cresce um pouco, fica menos dependente e que a gente vai poder voltar a fazer algumas coisas com mais tempo. É claro que a gente se ajeita por aqui, tenta assistir um filme, comer alguma coisa juntas, mas ainda é difícil ter um tempo maior só nosso. E sim, isso passa. Assim como passou com ela, vai passar com ele. Mas aí ela soltou uma frase que me pegou: “Mãe, logo eu não vou ser mais criança!”.

Pronto, pegou no ponto fraco que eu estava tentando ignorar há dias. Me pegou de um jeito que doeu demais. Mas acontece que a adulta sou eu, então precisei ser racional. Caracas. Pensar que os filhos crescem é um tanto assustador. Nunca mais eles serão bebês. de repente mudam as etapas, mudam as palavras. Nunca mais Cecília vai dizer MACARUJÁ OU LIFIDIFICADOR. Daqui a pouco Matheus vai começar a falar e nunca mais vai soltar esses sons tentando formar uma palavra. Mudam as brincadeiras, as demandas. A gente pensa que a fase atual é complexa e tem gente que reza pra passar. Eu só peço pro tempo ir com calma.

Todo dia quando eles dormem eu penso: queria ter aproveitado mais eles hoje. Eu sussuro baixinho no ouvido deles: que o tempo passe devagar e que eu saiba aproveitar cada minuto de vocês. O trabalho corre apressado, a rotina por vezes enlouquece e eu não consigo imaginar uma Cecília que não será mais criança. Ontem ela me perguntou com que idade eu menstruei. Meu Deus. Quem foi que apertou o botão do tempo e fez ele correr? Outro dia Cecília sofria em um desmame e acreditava na fada do dente.

Só sei de uma coisa: maternidade é a forma mais cruel de perceber o tempo do relógio.

Saúde
Sem pagamento, servidoras da maternidade Dona Íris denunciam condições de trabalho na unidade

Pagamentos do salário de dezembro, 13° e benefícios da equipe de enfermagem estão atrasados; alimentação para colaboradores e acompanhantes foi cortada

Crônica
A maternidade é solitária

A maternidade é solitária. Eu falei essa frase pra mim em voz alta outro dia enquanto amamentava o Matheus no quarto escuro ao som de uma música de ninar. Não importa quantas amigas mães você tenha. Não importa se a sua rede de apoio é maravilhosa e se seu marido, pai da criança esteja presente e faça o papel dele de forma exemplar. Ainda assim, a maternidade é solitária. Pode ser mais fácil, pode ser mais leve, mas lá no fundo da gente, é solitário. E eu não tô dizendo que é triste, nem que o cansaço é maior que o amor. Não. A minha maternidade é o meu maior sonho da vida e eu sou muito feliz, mas a maternidade é solitária.

Ah, Catherine, você super romantiza a maternidade. Sim. Eu amo ser mãe. Eu não gosto de lavar louça. Eu odeio tirar a roupa do varal. Mas se eu pudesse, eu brincava com criança o dia inteiro. Eu não lembrava mais como era ser mãe de um bebê. A Catherine de 25 anos é diferente da de 34. Agora são dois filhos e não mais um só. Demandas diferentes, necessidades diferentes, empregos que me exigem mais, mais contas, mais boletos. Meu marido é muito mais presente, mas a nossa casa agora tem três banheiros para lavar. Mudou tudo.

Há umas semanas, eu exausta, muito exausta, me vi tendo uma crise de ansiedade, respirando devagar, tentando me controlar e o choro entalado na garganta. A introdução alimentar é, pra mim, mais difícil que a amamentação. E agora eu tô tentando criar uma criança sem telas porque reeducar a mais velha pra ficar menos tempo no celular e na TV não tem sido fácil. Uma sensação de esgotamento, incapacidade e lentidão tomando conta de mim. No desabafo com uma amiga ela disse a frase que tá me movendo: “Amiga, pra alguns dias, só outro dia”.

Um guarda-roupas lotado de roupas que não me servem. Calças largas depois de perder 14 kg, blusas sem botão que não servem para amamentar, vestidos lindos que não permitem um peito à mostra. Falta grana pra comprar roupa nova, falta ânimo pra arrumar um cabelo ou passar uma maquiagem, falta vontade de sair de casa e sobra um imenso desejo de passar o dia num pijama. Minhas amigas estão correndo, trabalhando, indo a eventos, organizando festas e churrascos, e confraternizações e eu só quero ficar no meu quarto, amamentar uma criança com calma, deixar ele comer sem as pessoas pressionando para vê-lo abrir a boca e engolir colheradas de comida. Tem dia que são duas colheres, gente, E tá na média.

Cecília de férias. Num dia eu vou na piscina com ela e no outro eu fico implorando pra ela brincar, pra ela sair do celular, pra ela olhar o Matheus enquanto eu faço cocô, enquanto eu lavo a louça, dobro a roupa, preparo o jantar, termino um texto. Eu sou sortuda. Tem muita gente querendo ajudar, mas lá dentro é como se a mente funcionasse na velocidade normal e o seu corpo não conseguisse acompanhar. Na minha solitude, eu tento só aproveitar cada minuto porque eu sou geminiana, eu tenho uma sede imensa de viver as coisas, eu gosto de ter o controle. Ser mãe muda tudo. Absolutamente tudo.

A boa notícia é que eles não serão bebês para sempre. Vão demandar diferente, serão nossos amigos, vão dividir a conta do restaurante com a gente um dia. A má notícia é que eles crescem e com a experiência da primeira, eu sei que vou sentir falta desses olhinhos que me olham como se eu fosse o mundo inteiro, a pessoa mais importante do universo. É cansativo, é solitário, mas é incrível.