Hospital do Servidor está previsto para ser entregue em 2017

75% das obras estão finalizadas. Nova unidade de saúde será a segunda maior de Estado e atenderá os usuários do Ipasgo

Marconi Perillo afirma que a intenção é que hospital seja entregue no próximo ano | Foto: Divulgação

Marconi Perillo afirma que a intenção é que hospital seja entregue no próximo ano | Foto: Divulgação

O Hospital do Servidor Público está com 75% das obras concluídas. Construído com recursos próprios do Ipasgo no Setor Bela Vista, Região Sudeste de Goiânia, a unidade conta com um orçamento de R$ 70 milhões, dos quais R$ 52,5 milhões já estão pagos. Em visita ao local, o governador Marconi Perillo (PSDB) disse que quer entregar o Hospital ainda no ano que vem. 

O Hospital será o segundo maior de Goiás, atrás apenas do Hospital de Urgências Otávio Lage (Hugol). Serão 24 mil metros quadrados de área construída, divididos em oito blocos, contando com 211 leitos e início de funcionamento no primeiro semestre do ano que vem. A unidade vai atender a todos os usuários do Ipasgo.

O bloco A vai sediar a administração. Na parte térrea, o bloco B vai abrigar os 18 consultórios ambulatoriais. O bloco C vai abrigar o atendimento de emergência. As salas de exames radiológicos e laboratoriais também ficarão na parte de baixo. No primeiro andar vão ficar os 40 apartamentos e as 38 enfermarias, que serão humanizadas, com apenas duas camas em cada quarto, totalizando 76 leitos.

O banco de sangue e a sala de quimioterapia estão sendo erguidos no segundo andar, assim como a sala de esterilização e o centro cirúrgico, com oito salas de cirurgia. No bloco ao lado, ficarão as UTIs, sendo que 10 são de leitos pós-cirúrgicos. No centro cirúrgico está sendo construída ainda uma laje técnica específica para a manutenção dos equipamentos.

Benefício

O Ipasgo, responsável pela execução do projeto do Hospital do Servidor, tem hoje uma situação de equilíbrio econômico depois que o governo estadual agiu para sanar as duas crises que o instituto passou em sua história recente. Em 1999, ao assumir do governo de Goiás, Marconi encontrou o instituto com uma dívida de quase R$ 50 milhões, a maior parcela referente a quatro faturas dos prestadores de serviço em atraso. Como solução, o governador determinou a destinação de parte dos recursos apurados com o FCVS da Caixego para liquidação dos débitos, negociação de tabelas e gestão equilibrada.

Em 2011, assim que Marconi assumiu o terceiro mandato o instituto acumulava uma dívida de R$ 400 milhões referentes a débitos fiscais e tributários e a sete faturas de serviços prestados pela rede credenciada. O déficit mensal era de R$ 7 milhões e foi alvo de um descredenciamento em massa da rede, atingindo especialidades importantes como cardiologia e pediatria, por exemplo.

Como solução, foi determinada a revisão de todos os contratos, redução de 30% no número de servidores, sem afetar a qualidade dos serviços prestados, negociação de débitos com a rede credenciada, investimento em TI, atualização de parte da tabela de contribuições, repasse por parte do Tesouro de obrigações em atraso, atualização de tabelas de serviços.

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