Homem é sequestrado por golfinhos para construir cidade subaquática
15 junho 2026 às 12h52

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Um homem de 33 anos apareceu descalço, com queimaduras solares e vestindo apenas uma sunga na ponte Sanibel Causeway, na Flórida, após afirmar ter passado três dias debaixo d’água trabalhando forçadamente para um grupo de golfinhos. Autoridades do condado de Lee resgataram o suspeito, identificado como Ricky James Hollowell, enquanto ele desenhava diagramas detalhados na areia.
Em seguida, ele relatou que um grupo de golfinhos o havia “capturado à força” e levado a aproximadamente 12 metros abaixo da superfície, onde precisavam de ajuda para erguer estruturas subaquáticas.
Além disso, Hollowell explicou que o golfinho líder, Gerald, se comunicava por meio de estalos e até encontrou uma maneira de mantê-lo respirando embaixo d’água por vários dias. Quando perguntado como conseguiu isso, ele respondeu: “Gerald cuidou disso. Eu não fiz perguntas. Você não questiona o Gerald.”
O homem desenhou uma planta elaborada na areia que os policiais descreveram como “detalhada o suficiente para ser preocupante”. Os projetos incluíam condomínios, uma praça central e até áreas de lazer. O delegado Shawn Oakley, que atendeu à ocorrência, declarou: “Estou no gabinete do xerife há 11 anos. As plantas foram o que me chamou a atenção. Ele tinha zoneamento.”
Hollowell ainda afirmou que foi liberado porque “os golfinhos estavam satisfeitos com seu trabalho”, mas que Gerald disse que “eles voltariam para a segunda fase”.
Enquanto isso, a história viralizou rapidamente nas redes sociais. Uma publicação no TikTok alcançou sete milhões de visualizações, e muitas pessoas chegaram a acreditar no caso real. Um usuário do Reddit, inclusive, alegou ter sido sequestrado pelos mesmos golfinhos, relatando que uma linha vermelha vertical feita de “tinta ou sangue” teria decidido o destino de cinco engenheiros.
É importante lembrar que golfinhos podem sim se tornar agressivos. Por exemplo, em 1994, no Brasil, um golfinho chamado Tião matou um nadador após ser importunado na praia de Caraguatatuba, em São Paulo.
No entanto, a verdade veio à tona. O Gabinete do Xerife do Condado de Lee publicou no Facebook os esclarecimentos. “Embora viver no Condado de Lee seja um paraíso, podemos afirmar com segurança que o mercado imobiliário subaquático ainda não foi explorado… ainda.” E completou: “Aviso: Nenhum golfinho foi ferido durante a produção deste boato.”
Tudo começou em páginas falsas do Facebook no início deste mês. Portanto, não há qualquer evidência de cidades subaquáticas ou golfinhos sequestradores. Gerald, naturalmente, não estava disponível para comentar.
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