Governo irá exonerar apenas 159 cargos comissionados dos 21 mil anunciados

Economia será de R$ 195 milhões ao ano, número considerado pequeno por especialistas

Jair Bolsonaro (PSL) havia comemorado a medida, que prometia trazer impactos positivo às contas | Foto: Divulgação

Conforme mostrou o jornal O Globo, dos 21 mil cargos, funções e gratificações que serão cortados, segundo anúncio do Governo Federal, apenas 159 sofrerão, de fato, exoneração. Com isso, a economia que, a princípio, parecia grande, será de R$ 195 milhões ao ano, número que é considerado baixo.

A ordem, colocada em decreto assinado no dia 13 de março, era de todos os ocupantes em cargos de comissão e que estejam em funções de confiança ficassem automaticamente exonerados ou dispensados. Ocorre que parte das vagas criadas funciona como adicional que é pago a servidores públicos e, por isso, o número de desligamentos não foi tão grande como esperado.

O Jornal Opção publicou, há época, como isso impactaria a vida da Universidade Federal de Goiás (UFG), e o reitor, Edward Madureira, afirmou que a decisão não inviabilizaria a instituição. Isso, porque o decreto não extinguiu funções gratificadas com valores maiores e cargos de direção, como de coordenador e de curso.

Isso sem contar que muitos dos cargos extintos pelo Governo Federal não estavam ocupados. Mais de 30% dos 21 mil cargos anunciados estavam com suas cadeiras vazias. Da Educação, por exemplo, os cargos cortados corresponderam a 22,7% do total. A União tem, ao todo, 131 mil cargos, funções e gratificações, que, em média, custam R$ 570 mil para o Governo Federal.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.