Governo Federal fala em “surpresa” após decisão da UE sobre carne bovina e convoca reunião nesta terça
12 maio 2026 às 17h14

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Após atualização da lista da União Europeia sobre uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, o governo federal, por meio de nota, afirmou que recebeu “com surpresa” a exclusão do Brasil dos países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro deste ano.
Segundo o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), já há um encontro com marcado para esta quarta-feira, 13, entre o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
O ministério destaca que, apesar da decisão, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, destaca a nota.
“Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, destaca o texto.
Por que a suspensão?
A justificativa para retirar o Brasil da lista foi pelo fato do país não oferecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, segundo informações da agência de notícias France Press. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.
Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns dos medicamos podem funcionar como promotores de crescimento.
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