Governo cede e reduz idade mínima para mulheres na Reforma da Previdência

Ministro da Fazenda confirmou diferenciação por gênero e disse que leitura do parecer ficará para quarta-feira (19)

Ministro Henrique Meirelles fala durante café da manhã | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), confirmou, na manhã desta terça-feira (18/4), que o projeto de Reforma da Previdência trará uma diferenciação na idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres.

“Não há definição ainda, na medida em que o relatório será apresentado amanhã [19], mas a visão do relator é algo que se situa ao redor de 62 anos [para as mulheres; 65 anos para os homens]”, disse.

A mudança irá constar no substitutivo elaborado pelo relator do projeto, deputado Arthur Maia (PPS-BA), ao texto original enviado pelo governo. A proposta original do Executivo previa paridade de gênero — que foi duramente criticada por vários setores da sociedade.

Previsa para esta terça (18), a leitura do relatório na comissão especial da Câmara que debate o tema ficou para a quarta-feira (19). Um dos motivos é justamente a negociação entre parlamentares e governo que deve avançar ainda mais sobre outros pontos polêmicos.

Segundo Meirelles, que esteve reunido com o presidente Michel Temer (PMDB) e aliados, as mudanças que estão sendo organizadas junto ao Congresso são “necessárias” para viabilizar a aprovação do projeto. “Todas elas já foram precificadas e o governo espera que a reforma se aproxime 80% da proposta original”, resumiu.

Após o café da manhã no Palácio da Alvorada, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) criticou a idade mínima para aposentadoria e defendeu que as negociações em torno desse ponto continuem.

“Em relação à aposentadoria, a cada dois anos cresce 11 meses para as mulheres e dois anos para os homens até chegar aos 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. Acho que o governo tem que continuar negociando para melhorar essa fórmula. Considero que 62 anos para mulheres é muito alto ainda e 65 para homens é inaceitável”, disse.

Outra Casa

O ministro explicou, ainda, que o projeto está sendo negociado para atender também as demandas dos senadores — justamente para evitar grandes modificações no texto durante a tramitação no Senado. Justamente por isso haverá reunião entre Temer e líderes daquela Casa.

 

 

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