Governador tomará novas medidas para conter aumento da folha em 2016

Previsão de aumento é de R$ 600 milhões. Intenção, segundo Marconi, é pensar em formas de diminuir ainda mais os gastos

Foto: Humberto Silva

Governador Marconi Perillo: “A folha cresceu, mas a receita não. Por isso tomaremos muitas medidas para controlar gastos.” | Foto: Humberto Silva

O governador Marconi Perillo (PSDB) disse durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (6/11) que irá tomar diversas medidas ainda neste ano para controlar o crescimento da folha de pagamento. De acordo com o tucano, intenção é mandar projetos para a Assembleia Legislativa de Goiás já no mês de dezembro com ações para evitar aumento de gastos exacerbado com servidores.

Conforme Marconi, os gastos com a folha cresceram em decorrência do aumento da prestação de serviço, como é o caso do Hugol, que segundo o tucano necessita de pelo menos 4 mil funcionários. “A folha cresceu, mas a receita não. Tivemos, então, uma diferença do crescimento da folha em relação ao crescimento da arrecadação. Por isso tomaremos muitas medidas para controlar gastos.”

Neste ano, houve o aumento de R$ 1 bilhão na folha de pagamento. Para o ano que vem, a previsão de aumento é de R$ 600 milhões. Intenção é tomar medidas rapidamente para diminuir ainda mais gastos em 2016. As medidas a serem tomadas ainda não foram decididas, e segundo Marconi, ainda estão sendo estudadas e analisadas. “Não podemos esquecer que temos que investir nas necessidades básicas da sociedade goiana, ou seja, mais de R$ 7 milhões de habitantes.”

Com as dificuldades impostas pela crise econômica, o governador exalta o fato de que ainda assim o PIB goiano cresceu 0,5%, enquanto o governo federal registrou retração de 1,2%. Conforme o tucano, a economia goiana, que antes representava cerca de 2% do PIB brasileiro, agora representa por mais de 3%. “Na época que comecei no governo, o PIB era de R$ 17 bilhões. Hoje em dia é de cerca de R$ 160 bilhões”, afirmou.

Marconi frisou também que o Estado gerou menos empregos, o que significa retração econômica. Ainda assim, para o governador, o resultado mais importante é justamente na geração de emprego, uma vez que segundo o Ministério do Trabalho, Goiás continua com saldo positivo na área, sendo o Estado que mais gerou emprego nesses nove meses.

Valor, entretanto, é menor do que o mesmo período do ano passado. Ainda assim, é visto pelo governador como motivo para comemorar. “Tivemos menos emprego do que ano passado, mas continuamos liderando o ranking de empregos no Brasil por 20 meses consecutivos.”

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