Governador afastado Mauro Carlesse fica inelegível por oito anos

Prefeita e vice de Gurupi tiveram mandatos cassados. Decisão é da 2ª Zona Eleitoral do TRE-TO, por abuso de poder político e econômico

A Justiça Eleitoral tornou inelegível por oito anos o governador afastado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), e também cassou os mandatos da prefeita de Gurupi, Josi Nunes (PSL), e do vice-prefeito, Gleydson Nato (PTB). Cabe recurso à decisão.

A decisão é do juiz Nilson Afonso da Silva, da 2ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), e foi publicada no último sábado, 4, reconhecendo à Inelegibilidade dos três políticos. Eles teriam utilizado o aparato público em benefício dos candidatos de Carlesse a prefeitura de Gurupi, Região Sul do Tocantins, nas últimas eleições municipais.

O juiz aponta que Carlesse teria praticado abuso de poder político e abuso de poder econômico nas eleições. O governador teria cedido servidores públicos do Estado em prol da candidatura Josi Nunes. Outro apontamento do juiz é de que membros da Secretaria de Estado de Comunicação fizeram parte da coordenação de marketing e produção de propaganda eleitoral da campanha de Josi e Gleydson.

Em nota, a defesa dos três disse que vai recorrer da decisão. O governador afastado acredita que a decisão será revertida e reiterou que a prefeita e o vice continuam em mandato.

Sobre a atuação na campanha, o político diz que o fez foi esclarecer as pessoas de que uma gestão em parceria com o município e o estado seriam o melhor para Gurupi e foi isso que ele tentou fazer.

A prefeita de Gurupi e o vice-prefeito também se pronunciaram. Eles reiteram que a decisão não tem efeito imediato. Portanto, permanecem Prefeita e Vice-prefeito de Gurupi. Eles explicam que medidas judiciais cabíveis já estão sendo providenciadas para reverter a sentença.

Governador afastado

Além do processo de inelegibilidade, o governador do Tocantins também está afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque o pesselista é suspeito de usar servidores fantasmas, desviar recursos da Saúde e se apropriar da estrutura da Polícia Civil e Militar para fins privados. O governador também enfrenta alguns processos de impeachment na Assembleia Legislativa do Tocantins.

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