Golpe militar fracassado na Turquia culmina na prisão de 30 governadores e 7,8 mil policiais

Governo anunciou ainda que pelo menos 50 funcionários do alto escalão foram afastados

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Presidente Recep Tayyip Erdoğan | Foto: Facebook

A tentativa frustrada de de golpe na Turquia resultou, até agora, na detenção de 30 governadores e 7.899 policiais, informou o Ministério do Interior do país.

Pelo menos 50 funcionários de alto escalão também foram afastados de seus cargos.

Anteriormente, a mídia turca anunciou que a corte nacional decidiu prender 41 dos 103 generais e almirantes detidos por tentativa de golpe. Hoje, um homem não identificado abriu fogo perto do Palácio da Justiça em Ancara. A mídia relata que não há vítimas e que o homem foi morto.

Tentativa de golpe
Na noite da última sexta-feira (15/7) durante uma tentativa de golpe militar na Turquia mais de 290 pessoas morreram e 1,44 mil ficaram feridas.

De acordo com o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, após o fracasso do golpe, cerca de 6 mil pessoas foram presas. Durante a noite, os envolvidos no golpe atacaram uma série de instalações em Ancara, inclusive o prédio do Estado-Maior, as sedes da polícia, do Ministério do Interior e o Parlamento.

Depois do apelo do presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, as ruas das principais cidades da Turquia foram tomadas por milhares de pessoas contrárias ao golpe militar.

Turquia
A Turquia é um país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e um dos principais aliados dos Estados Unidos. A Otan é uma aliança política e militar que integra 28 países da América do Norte e Europa. Quase 100% da população turca se identifica como muçulmana.

A maior parte dos muçulmanos da Turquia são sunitas e professam a religião dentro de padrões moderados, ao contrário de outras nações muçulmanas, que seguem uma orientação fundamentalista. O presidente Erdogan, que também é muçulmano, tem dominado a cena política turca por mais de uma década.

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