Goiás tem maior número de exportações da história em junho

Com saldo de US$ 657,003 milhões, estado atingiu o melhor número deste mês em toda a série histórica. Este é o 17º superávit consecutivo na balança comercial

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Os números foram anunciados em uma coletiva pelo secretário de Desenvolvimento e Comércio, José Eliton|Foto: Reprodução

Com US$ 657,003 milhões em exportações no último mês, Goiás atingiu seu melhor desempenho em junho, considerando toda a série histórica divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). É a 17ª vez consecutiva em que a balança comercial tem superávit. No mês passado o saldo positivo foi de US$ 352,223 milhões.

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira no Palácio Pedro Ludovico, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton (PP), apresentou os números da balança comercial, que representam crescimento de 6,24% se comparado a igual período do ano passado, Em relação a maio de 2015, o aumento foi de 22,9%.

José Eliton destacou que o estado vem passando por uma situação de diminuição dos efeitos da crise nacional e internacional. “Goiás está gerando empregos, os indicadores do estado estão em alta – estamos bem acima da média do Brasil”, afirmou o vice-governador em entrevista exclusiva ao Jornal Opção Online.

O total de importações foi de US$ 304,780 milhões, uma evolução de 0,02% na comparação com o valor registrado em junho de 2014. Se confrontado com o mês de maio, as compras goianas no mercado externo recuaram 14,6%.

Desde o início de 2015, as exportações goianas somaram US$ 2,894 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 1,748 bilhão. Desse modo, o saldo comercial do semestre acumula superávit de US$ 1,145 bilhão. A balança comercial brasileira fechou o semestre com superávit de US$ 2,2 bilhões.

Produtos e mercados

A agropecuária dominou as exportações do estado: o produto mais vendido foi, de longe, a soja, que representou 48,32% do total. Em segundo lugar, com 18%, aparecem as carnes. Depois, os minerais sulfeto de cobre, com 10,85% e ferroligas, 5,50%; couros e derivados, 4,55%; açúcar, 4,38%; ouro, 3,12%; amianto, 1,10%; preparações alimentícias, 0,71%; produtos farmacêuticos, 0,59%. Goiás também exportou milho, veículos e suas partes, produtos químicos orgânicos, e máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos.

Os países que mais compraram foram, respectivamente, a China, que representou 37% das exportações; Holanda, com 10,71%; e a Índia, com 8,97%. Em seguida aparecem a Rússia (3,87%), Irã (3,61%), Espanha (3,50%), Itália (3,35%), Arábia Saudita (2,59%), Coreia do Sul (2,22%) e Reino Unido (2,00%).

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José Eliton aponta a Rússia como um forte parceiro comercial|Foto: Divulgação

Recentemente, o vice-governador e uma comitiva de empresários goianos estiveram na Rússia, Belarus e Polônia. Segundo José Eliton, a expectativa é que, nos próximos anos, os russos passem a importar ainda mais produtos goianos. Ele destacou ainda a conjuntura em que a Rússia está inserida hoje: “A Rússia sofre um processo de embargo de países europeus, o que cria oportunidades muito fortes de o Brasil ser um interlocutor importante naquele país”, afirmou.

José Eliton também destacou o empenho de Goiás em aumentar a venda de produtos manufaturados. “Pode-se observar que a maioria dos produtos manufaturados são vinculados ao setor primário. Agora temos o objetivo de vender produtos com maior valor agregado, os do setor industrial”, disse ele.

Importações

O que Goiás mais importou foram produtos farmacêuticos (26,75%) e automóveis e tratores (23,97%). Em seguida aparecem produtos químicos orgânicos; adubos e fertilizantes; caldeiras, máquinas, aparelhos; e instrumentos mecânicos; entre outros.  Os países de onde Goiás mais importou foram a Coréia do Sul (15,52%), os Estados Unidos (13,56%),  o Japão (12,80%), a Alemanha (9,93%), a China (6,96%), a Suíça (5,91%), a Rússia (4,58%), a Tailândia (3,26%), o Canadá (3,21%), e a Índia (3,05%).

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