Goiás tem 12 faculdades entre as piores do Brasil. Veja lista

Levantamento feito pela revista “Exame” com base em dados do MEC revela as entidades com notas insatisfatórias

12 faculdades de Goiás estão na lista dos piores centros de ensino superior do Brasil em 2016.

É o que mostra um levantamento da revista “Exame”, com base em dados divulgados na sexta-feira (24/11) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação.

Para organizar o “ranking”, a publicação tomou como base o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), indicador de qualidade que avalia as instituições de educação superior. A nota varia de 1 a 5, sendo que a faculdade ou universidade que fica abaixo de 3 é considerada “insatisfatória”.

Entre as goianas, foram 11 faculdades e um instituto “reprovados”, que consequentemente podem receber punições, como a proibição de abertura de vestibulares até que sejam tomadas providências para melhorar o desempenho.

Vale ressaltar que todas as mais mal avaliadas em 2016 estiveram presentes no ranking de 2015 — que apontou 15 instituições de Goiás como as piores do país. A Faculdade Jataiense foi a que obteve pior nota: 0,9926.

Deixaram a lista a Faculdade Instituto Brasil, de Anápolis; a Faculdade Serrada da Mesa, de Uruaçu; e o Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo.

Veja abaixo a lista deste ano:

 Instituição Cursos avaliados Nota
 Faculdade Jataiense (Jataí)  1  0,9904
 Faculdade de Piracanjuba (Piracanjuba)  1  1,2852
 Instituto de Ciências Sociais e Humanas (Valparaíso de Goiás)  1  1,3050
 Faculdade de Jussara (Jussara)  3   1,5965
 Faculdade Aliança (Itaberaí)  2  1,6115
 Faculdade da Igreja Ministério Fama (Goiânia) 1  1,6483
 Faculdade Phênix de Ciências Humanas e Sociais do Brasil (Santo Antônio do Descoberto) 1  1,6490
 Faculdade de Caldas Novas (Caldas Novas) 6  1,7035
 Faculdade Sul-Americana (Goiânia) 6  1,8267
 Faculdade de Inhumas FAC-Mais (Inhumas) 4  1,8357
 Faculdade Raízes (Anápolis) 1  1,8473
 Faculdade Anhanguera de Valparaíso (Valparaíso de Goiás) 3  1,9211

Indicador

O IGC é calculado com base no Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia o desempenho de estudantes, por meio do Enade; o valor agregado pelo processo formativo; as características do corpo docente, por meio do censo da educação superior; e as condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo (infraestrutura e instalações físicas, organização didático-pedagógica e oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional).

O índice é realizado anualmente e considera a média dos dados do CPC do último triênio. Também são consideradas a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, a partir de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu. Esse último critério se baseia em dados do censo da educação superior e da Capes.

Segundo o MEC, em 2016, 0,4% das instituições de ensino superior obtiveram conceito 1; 14% ,conceito 2; 66,7%, conceito 3; 17,4%, conceito 4 e 1,5%, conceito 5.

Cursos

No último triênio foram avaliados cursos de administração, administração pública, agronomia, arquitetura e urbanismo, artes visuais (licenciatura), biomedicina, ciência da computação (bacharelado), ciência da computação (licenciatura), ciências biológicas (bacharelado), ciências biológicas (licenciatura), ciências contábeis, ciências econômicas, ciências sociais (bacharelado), ciências sociais (licenciatura), design, direito, educação física (bacharelado), educação física (licenciatura), enfermagem, engenharia, engenharia ambiental, engenharia civil, engenharia de alimentos, engenharia de computação, engenharia de controle e automação, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia mecânica, engenharia química, farmácia, filosofia (bacharelado), filosofia (licenciatura), física (bacharelado), física (licenciatura), fisioterapia, fonoaudiologia, geografia (bacharelado), geografia (licenciatura), história (bacharelado, história (licenciatura), jornalismo, letras-português (bacharelado), letras-português (licenciatura), letras-português e espanhol (licenciatura), letras-português e inglês (licenciatura), matemática (bacharelado), matemática (licenciatura), medicina, medicina veterinária, música (licenciatura), nutrição, odontologia, pedagogia (licenciatura), psicologia, publicidade e propaganda, química (bacharelado), química (licenciatura), relações internacionais, secretariado executivo, serviço social, sistemas de informação, tecnologia em agronegócios, tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, tecnologia em automação industrial, tecnologia em comércio exterior,tecnologia em design de interiores, tecnologia em design de moda, tecnologia em design gráfico, tecnologia em estética e cosmética, tecnologia em gastronomia, tecnologia em gestão ambiental, tecnologia em gestão comercial, tecnologia em gestão da produção industrial, tecnologia em gestão de qualidade, tecnologia em gestão de recursos humanos, tecnologia em gestão financeira, tecnologia em gestão hospitalar, tecnologia em gestão pública, tecnologia em logística, tecnologia em marketing, tecnologia em processos gerenciais, tecnologia em radiologia, tecnologia em redes de computadores, teologia, turismo e zootecnia.

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Juscilene Lara

Considerando o aspecto referente às oportunidades de ampliação academica e profissional deveria se considerar o copo metade cheio e não meio vazio!

Jurany

É lamentável ver o Ensino Superior nesta situação. Os Professores de hoje não Ministram Aulas. Só através de SITES. Eles chegame na sala de aula e só mandam os alunos fazer trabalhos e Pesquisas na web. Aí fica facil aprender via web.

Célio Borges

Todo dia autorizam a abertura de mais e mais cursos, só poderia dar nisso mesmo, a culpa é do volume exagerado de autorizações para tais cursos funcionarinarem, no final a população é que sai prejudicada.

Fábio Magno

São A grande maioria são faculdades estaduais criados pelo governo do Marconi Perillo já sabíamos que queria dar nisso