Goiás encerrou o primeiro trimestre de 2026 com saldo de mais de 11,3 mil vagas formais na indústria, alcançando a 7ª posição no ranking nacional de geração de empregos industriais. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com base em levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo o estudo, o resultado mantém estabilidade em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado registrou saldo de 11.318 empregos industriais. Para a Fieg, os números demonstram a capacidade da indústria goiana de sustentar a atividade econômica e responder rapidamente às demandas produtivas.

No estoque total de trabalhadores formais de Goiás, a indústria representa 26,2% dos vínculos celetistas, atrás apenas do setor de serviços, que concentra 44,1%. Comércio aparece com 21,7% e agropecuária com 8%.

Entre os segmentos industriais, a indústria de transformação liderou a geração de empregos, com saldo de 6.277 vagas. Os destaques ficaram para a fabricação de produtos alimentícios, com 2.354 novos postos, e derivados de petróleo e biocombustíveis, com 1.713 vagas.

A construção civil também apresentou forte desempenho no período, somando 3.817 empregos formais. Os maiores avanços ocorreram em construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados para construção.

A economista e analista de Desenvolvimento Industrial da Fieg, Gabriela Parreira, afirmou que os dados refletem uma dinâmica positiva da economia goiana. “O mercado de trabalho funciona como um termômetro da produção no curto prazo, principalmente em segmentos mais intensivos em mão de obra”, destacou.

No recorte regional, cerca de 60% dos municípios goianos tiveram saldo positivo de empregos industriais no trimestre. Goiânia liderou o ranking estadual, com 2.541 vagas, seguida por Anápolis (727), Santa Terezinha de Goiás (669), Rio Verde (592) e Uruaçu (361).

As funções operacionais ligadas diretamente à produção e à construção civil concentraram os maiores saldos de contratação. A ocupação de embalagem e alimentação de produção liderou, com 2.468 vagas, seguida por ajudantes de obras e trabalhadores da construção civil.

O levantamento também apontou que aproximadamente 90% das admissões industriais ocorreram em faixas salariais de até dois salários mínimos, indicando maior concentração de contratações em postos operacionais e de menor remuneração inicial.

Segundo a Fieg, o cenário também demonstra um mercado de trabalho aquecido, com aumento da rotatividade e movimentações ligadas ao ritmo da atividade econômica e da demanda industrial.

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