Goiás está preparado para flexibilizar isolamento a partir do dia 19 de abril, anuncia Caiado

Estruturação antecipada da Saúde e adoção de medidas restritivas prepararam o Estado. Porém, caso o índice de isolamento caia, chance de liberar o comércio diminui. Entenda

Foto: Reprodução

Durante live realizada nesta terça-feira, 7, o governador Ronaldo Caiado falou sobre a preparação do Estado para o combate ao novo coronavírus. Para o governador, Goiás está no nível 2 mas seguindo Plano de Contingência do Coronavírus como se estivesse no nível 4.

Segundo Caiado, graças às medidas restritivas tomadas desde o início da epidemia no Brasil, e aos investimentos realizados na estrutura de saúde de Goiás, o Estado está preparado para começar a flexibilizar a partir do dia 19 de abril, data de validade do decreto estadual em vigor.

O ranking citado pelo governador serve para medir o número de casos confirmados da doença e para exigir do poder público ações para facilitar o atendimento aos pacientes com Covid-19 e a criação de leitos de internação tanto em hospitais públicos como privados.

De acordo com o governador, com o isolamento social o Estado está conseguindo alongar a curva de infectados, o que permite que o governo consiga trabalhar na ampliação de leitos e estruturar as unidades de saúde para garantir atendimento a todos os que precisarem. “Graças a Deus estamos no nível 2 e isso nos dá essa margem”, afirmou Caiado.

Plano de contingência

O plano de contingência prevê no nível 1 a confirmação de até 100 casos da doença e 10 leitos de enfermaria e 10 de UTI em isolamento nos hospitais estaduais. O nível 2 prevê entre 100 e 500 casos confirmados do coronavírus e a quantidade de 20 leitos de enfermaria e 10 de UTI, todos também em isolamento, em 10 hospitais no Estado, entre públicos e privados.

Já a fase 3 prevê mais de 500 casos da Covid-19 e a estrutura da saúde pública e privada deve somar mais de 50 leitos de UTIs, novos leitos em enfermaria e início da suspensão de cirurgias eletivas. No nível 4, o último, prevê a confirmação de mais de mil casos e permite que o Estado declare situação de emergência, a suspensão de cirurgias eletivas e também de eventos com aglomerações. Tudo já cumprido desde o mês passado.

Nesse patamar, é preciso ampliar ainda mais os leitos disponíveis para o atendimento. Mas, em Goiás, o governo estadual, já inaugurou o Hospital de Campanha de Goiânia, que tem mais de 200 leitos de internação. Além disso, soma à rede, a Maternidade Oeste e o novo Hospital das Clínicas, que será estruturado. O Governo Federal também já iniciou a construção de um hospital de campanha em Águas Lindas, no Entorno de Brasília.

Outras seis unidades estão sendo preparadas nos municípios de Itumbiara, Jataí, Anápolis, Formosa, Luziânia e em Porangatu, esta última em parceria com a Prefeitura da cidade.

Ranking de isolamento social

O isolamento social é fundamental para barrar a contaminação e o alastramento do coronavírus e Goiás lidera o ranking dos Estados da Federação em que a população mais atende o pedido de privação social. De acordo com o governador, em Goiás o nível de privação é 66,4%.

“É o Estado que ainda se mantém em primeiro lugar no isolamento social e isso faz com que mantenhamos o crescimento da curva de pessoas contaminadas pelo vírus da Covid-19 em uma faixa e tendência que é suportada pelos hospitais e vagas de UTI que temos”, declarou.

Goiânia nos preocupa porque esse índice está caindo, estava com 53%. E se ela chegar a 50%, a chance de liberar [o comércio] aqui diminui

Só que esse mesmo mapa, explicou o governador, mostra municípios em que a situação não é favorável. A capital e cidades no Entorno do Distrito Federal mostram quedas nos índices. “Por exemplo, Goiânia nos preocupa porque esse índice está caindo, estava com 53%. E se ela chegar a 50%, a chance de liberar [o comércio] aqui diminui. Aumentar a movimentação, amplia o risco de contaminação com coronavírus”, alertou Caiado.

E, quando isso ocorre, afirmou o governador, é preciso ser mais rigoroso para que não haja um crescimento vertical da contaminação.  São esses índices alguns dos fatores que são analisados para permitir a liberação do comércio.  “A região que tem uma boa performance de isolamento, aí você vai gradualmente liberando (o comércio)”, finalizou o governador.

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