Goiás cresce acima da média nacional há dez anos, diz BC

Relatório confirma bom desempenho do PIB goiano entre 2005 e 2014. Indústria da transformação e setor de serviços são protagonistas da alta, com média de 4,8%

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Participação do PIB goiano no nacional passou de 2,5% (2004) para 2,8% (2012

O Produto Interno Bruto (PIB) goiano cresceu em média 4,8% ao ano, no período de 2005 a 2014, segundo estudo do Banco Central (BC), divulgado na quinta-feira (5). No período, o aumento médio da economia do País ficou em 3,4%.

Conforme relatório, o bom desempenho da economia de Goiás foi impulsionado, principalmente, pelo dinamismo do comércio, da indústria de transformação e do setor de outros serviços.

A participação do índice goiano no nacional passou de 2,5% (2004) para 2,8% (2012). Já a fatia no PIB do Centro-Oeste aumentou de 27,2% para 28,8%. Nos doze meses, encerrados em junho de 2015, a taxa de Goiás cresceu 0,5%, contrastando com a retração de 1,2% registrada no indicador nacional.

O maior dinamismo da atividade econômica goiana, em relação à média do País, também é evidenciado pelas trajetórias dos índices que aferem a atividade local e nacional. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-GO) variou em média 3,6% ao ano entre 2004 e agosto de 2015, enquanto o Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br) apresentou aumento médio de 2,8%. Eles repercutem o crescimento mais intenso do comércio e da indústria associada à cadeia de valor da agropecuária.

A comparação entre o Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia de Goiás e do Brasil também evidencia a importância da agropecuária no estado, que detém participação de 13,2% (no VAB), ante 5,3% da série nacional.

Indústria

A indústria de Goiás cresceu acima da média nacional nos últimos dez anos. Em doze meses – setembro de 2014 a agosto de 2015 – a produção industrial do estado aumentou 43,7%, ante 9,3% da produção nacional. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual-Empresa (PIM-PF) do IBGE, participação goiana no Valor da Transformação Industrial (VTI) do país passou de 1,9%, em 2007, para 2,7% em 2013.

O crescimento foi sustentado, em grande parte, pelo crescimento da indústria alimentícia, com destaque para a ampliação das instalações industriais de abates de aves e suínos e da indústria sucroalcooleira, que entre 2007 e 2013, aumentou de 40,4% para 47,3%.

Comércio

As vendas do comércio mostraram maior dinamismo em Goiás do que em âmbito nacional. As vendas elevaram-se em 116% no intervalo de doze meses encerrado em agosto de 2015, em relação a 2004. No mesmo período o aumento nacional ficou em 84%. Os setores que mais se destacaram foram as atividades veículos e motos, partes e peças (146,9%) e material de construção (68,9%).

Protagonistas

Segundo relatório do BC, a participação da produção agrícola de Goiás atingiu 7,7% no total nacional de 2013. A participação média do estado no valor da agricultura nacional registrou média de 6,5%, de 2004 a 2013, ante 4,9% do decênio anterior.

As lavouras temporárias predominam no estado e representaram 97,8% do valor da produção agrícola em 2013, com destaque para a soja (40,5%); cana-de-açúcar, cultura que mais cresceu nos últimos dez anos, impulsionada pela demanda do etanol (24%); milho (14,3%); tomate (5,9%); feijão (4,1%) e algodão (2,4%). Essas culturas tiveram participações significativas nas safras do país, principalmente tomate (20,1%), feijão (10,6%), soja (10,5%) e cana-de-açúcar (10,1%).

Enquanto isso, os rebanhos de bovinos, aves e de suíno totalizaram, na ordem, 21,5 milhões, 69,6 milhões e dois milhões de cabeças em 2014. Os números representam, respectivamente, 10,1%, 5,2% e 5,3% no total nacional.

“É importante ressaltar que a em segmentos da cadeia produtiva do setor agropecuário, que mesmo apresentando redução na participação da atividade econômica do estado no período analisado, detém representatividade no VBA (Valor Bruto Agregado) estadual cerca de 160% maior do que em âmbito nacional”, repercutiu o relatório.

Emprego

De acordo com o levantamento, o rendimento médio no estado era o décimo primeiro mais elevado entre as unidades da federação em 2003, 2,8% inferior à média do país. Repercutindo o maior dinamismo da economia goiana, em relação à do país, o rendimento médio no estado tornou-se o oitavo maior em 2013, superando o do país em 4,1%.

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