“Goiás, como qualquer outro Estado, virou uma grande folha de pagamento”, diz economista Paulo Tafner

Caiado prega união de poderes para discutir e aprovar reforma da Previdência em Goiás

Foto: ReproduçãoO governador Ronaldo Caiado apresentou nesta quinta-feira, 17, a representantes do legislativo e judiciário, números e projeções que comprovam a necessidade de o Poder público reagir ao problema do déficit da Previdência em Goiás. Segundo os dados apresentados, Goiás vai fechar 2019 com um rombo previdenciário de R$ 2,9 bilhões, e se nada for feito para mudar o cenário, em 10 anos o montante subirá para R$ 5,9 bilhões.

“Precisamos tomar decisões objetivas, no sentindo de conter esse processo estruturante que é o déficit da previdência”, conclamou durante a reunião, ocorrida no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.  Atualmente, Goiás possui mais servidores inativos (67.249) do que ativos (62.940). Em comparação a 2009, o crescimento no número de pensionistas e inativos foi de 73%. E, daqui 10 anos, a projeção indica que metade dos ativos de hoje estarão prontos para se aposentar.

Custo com aposentados e pensionistas hoje corresponde a 74% do que o governo estadual investe em saúde, educação e segurança

Os cálculos apresentados pelo economista apontam para um cenário de caos e paralisia. “Goiás, como qualquer outro Estado, virou uma grande folha de pagamento”, afirmou, apresentando outro comparativo assustador. O custo com aposentados e pensionistas hoje corresponde a 74% do que o governo estadual investe em saúde, educação e segurança, que são áreas essenciais. E, daqui dez anos, esse percentual subirá para 94%. “Temos que fazer reforma porque essa situação determina a falência do Estado de Goiás”, enfatizou Tafner.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Celmar Rech, validou a credibilidade dos dados apresentados pelo presidente da GoiásPrev, Gilvan Cândido, ressaltando também a necessidade de criar uma gestão única previdenciária, conforme determina a Constituição Federal. “Temos convicção na aprovação da PEC. Estaremos adotando uma ação de responsabilidade fiscal e previdenciário. Tem todo apoio do TCE”, disse.

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