Goiânia tem o melhor desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste

Além da Capital, outras seis cidades goianas aparecem nas melhores posições do ranking. Metas foram definidas pela ONU em 2015

Goiânia é o município do Centro-Oeste mais próximo de atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030. O fato consta no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) divulgado nesta sexta-feira, 19. A pontuação média da capital goiana foi de 61,68, seguida por Mato Grosso do Sul, com 58,64. As metas foram definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.

Outras seis cidades goianas aparecem entre as 10 melhores classificadas da região Centro-Oeste no IDSC-BR. Nerópolis (3ª – 57,59 pontos); Anápolis (4ª – 56,27); Nova Veneza (5ª -56,05); Inhumas (7ª – 54,83); Goianésia (8ª – 54,55) e Águas Lindas de Goiás (9ª – 54,52). Na contramão, os municípios com menor pontuação média no índice são Vila Boa e Flores de Goiás. Essas cidades são, portanto, as mais distantes de atingir os ODS, registrando, respectivamente, 38,99 pontos e 39,25. Pela metodologia utilizada no estudo, quanto mais perto de 100 a pontuação estiver, menor a distância para o município atingir os objetivos. 

Ao todo, o levantamento avaliou e comparou dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, cidades das regiões metropolitanas mais populosas e de todas as regiões e biomas do país. No recorte nacional, Goiânia está na 111ª posição do ranking.

Desafios

Elaborado pelo Programa Cidades Sustentáveis, em parceria com a SDSN e com apoio do Projeto CITinova, o IDSC-BR revela ainda a situação dos municípios em relação a cada um dos 17 ODS. Segundo os dados separados por objetivo, os maiores desafios para o conjunto das cidades do Centro-Oeste para cumprir a Agenda 2030 estão relacionados ao ODS3 – Saúde e Bem-Estar, ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 5 – Igualdade de Gênero e ODS 10 – Redução das Desigualdades. 

Os quatro ODS fazem parte dos objetivos, em que, o Brasil como um todo, ou seja, a maioria das cidades, tem grandes desafios a superar. No entanto, é difícil explicar, sem uma análise aprofundada sobre a realidade local, por que os municípios do Centro-Oeste não possuem bons indicadores nas áreas relacionadas aos objetivos mencionados, foi informado. O IDSC-BR analisou os dados de 59 cidades do Centro-Oeste, sendo 50 localizadas no Estado de Goiás, cinco em Mato Grosso do Sul e quatro em Mato Grosso.

Impactos da pandemia

Os dados utilizados pelo IDSC-BR para avaliar o desempenho dos municípios são anteriores aos graves problemas enfrentados pela região Centro-Oeste de secas e queimadas, bem como do início da pandemia de Covid-19. Portanto, não incluem os impactos negativos desses fatos na saúde, educação, desigualdade social, meio ambiente e em outras áreas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Em relação ao novo coronavírus, de acordo com especialistas, a pandemia piorou os indicadores de saúde, ampliou as desigualdades e, em virtude do necessário fechamento de escolas, afetou o aprendizado dos alunos e provocou evasão escolar. O Banco Mundial emitiu um relatório alertando que as consequências podem ser graves e duradouras para o processo de aprendizagem. “Dois a cada três alunos brasileiros podem não aprender a ler adequadamente um texto simples aos 10 anos”, afirma o documento, que analisou o impacto da Covid-19 na educação dos países da América Latina e Caribe. Portanto, os desafios para as cidades alcançarem os ODS podem ser ainda maiores.

O método de análise do IDSC-BR foi elaborada pela UN Sustainable Development Solution Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

As 10 cidades melhores classificadas da região Centro-Oeste no IDSC-BR são:

1ª Goiânia (GO) – 61,68

2ª Campo Grande (MS) – 58,64

3ª Nerópolis (GO) – 57,59

4ª Anápolis (GO) – 56,27

5ª Nova Veneza (GO) – 56,05

6ª Rondonópolis (MT) – 54,85

7ª Inhumas (GO) – 54,83

8ª Goianésia (GO) – 54,55

9ª Águas Lindas de Goiás (GO) – 54,52

10ª Dourados (MS) – 54,48

Confira a classificação das demais cidades avaliadas no Centro-Oeste

11ª Goianápolis (GO) 54,27
12ª Mundo Novo (MS) 54,27
13ª Santo Antônio de Goiás (GO) 53,54
14ª Mimoso de Goiás (GO) 53,53
15ª Cidade Ocidental (GO) 53,15
16ª Aparecida de Goiânia (GO) 53,07
17ª Trindade (GO) 52,93
18ª Santo Antônio do Descoberto (GO) 52,92
19ª Guapó (GO) 52,78
20ª Formosa (GO) 52,67
21ª Cuiabá (MT) 52,47
22ª Abadiânia (GO) 52,22
23ª Terezópolis de Goiás (GO) 51,61
24ª Alto Paraíso de Goiás (GO) 51,60
25ª Bonfinópolis (GO) 51,53
26ª Brazabrantes (GO) 51,36
27ª Planaltina (GO) 51,08
28ª Goianira (GO) 51,01
29ª Abadia de Goiás (GO) 50,61
30ª Barro Alto (GO) 50,54
31ª Caldazinha (GO) 50,48
32ª Padre Bernardo (GO) 50,30
33ª Valparaíso de Goiás (GO) 50,16
34ª Aragoiânia (GO) 49,79
35ª Cocalzinho de Goiás (GO) 49,69
36ª Corumbá (MS) 49,51
37ª Bela Vista de Goiás (GO) 49,29
38ª Luziânia (GO) 49,23
39ª Senador Canedo (GO) 49,07
40ª Pirenópolis (GO) 48,58
41ª Hidrolândia (GO) 48,56
42ª Cáceres (MT) 48,44
43ª Caturaí (GO) 48,32
44ª Corumbá de Goiás (GO) 47,98
45ª Niquelândia (GO) 47,70
46ª Novo Gama (GO) 47,69
47ª Alexânia (GO) 47,46
48ª Campo Novo do Parecis (MT) 47,44
49ª Vila Propício (GO) 46,48
50ª Aquidauana (MS) 45,84
51ª Cabeceiras (GO) 45,27
52ª São João d’Aliança (GO) 45,03
53ª Alvorada do Norte (GO) 44,98
54ª Água Fria de Goiás (GO) 44,24
55ª Cristalina (GO) 43,39
56ª Cavalcante (GO) 42,33
57ª Simolândia (GO) 42,19
58ª Flores de Goiás (GO) 39,25
59ª Vila Boa (GO) 38,99

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