João Paulo Alexandre e Ton Paulo

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que a apresentação do projeto do fundo imobiliário teve boa recepção entre os vereadores, embora ainda existam questionamentos sobre a proposta. Segundo ele, uma das principais dúvidas apresentadas durante a reunião diz respeito à relação de imóveis que poderão integrar o fundo. 

“Foi bom. Existe uma série de dúvidas, principalmente sobre a questão da lista dos imóveis. Mas não tem como fazer lista. O fundo imobiliário tem uma gestora”, afirmou ao Jornal Opção durante o evento “Dia do 15”, realizado em Aparecida de Goiânia

Mabel explicou que a administração do fundo ficará sob responsabilidade de uma empresa especializada, que deverá ser contratada por meio de licitação. Segundo o prefeito, caberá à gestora avaliar quais imóveis apresentam condições de integrar o fundo e potencial para gerar retorno financeiro.

“A gestora tem que estar classificada de forma muito forte. É ela que define quais são os imóveis que quer que entrem. A gestora não quer colocar no fundo um monte de imóveis que não rendem. Eles querem colocar imóvel que vira negócio e que rende. Então, é uma forma diferente de ver”, explicou.

A ausência de uma lista prévia de imóveis é um dos pontos que têm provocado questionamentos entre os vereadores. O projeto encaminhado pelo Executivo à Câmara permite a transferência de bens imóveis dominicais para um ou mais Fundos de Investimento Imobiliário, mediante integralização de cotas.

De acordo com Mabel, a proposta também busca criar um mecanismo para proteger o patrimônio relacionado ao GoiâniaPrev e enfrentar o passivo previdenciário do município, estimado pela gestão em R$ 12 bilhões.

“O que nós vamos fazer é proteger o patrimônio do funcionário público, que está lá na GoiâniaPrev. Hoje, a Prefeitura deve para a GoiâniaPrev R$ 12 bilhões e não paga. Então, nós temos que arrumar um mecanismo para pagar”, declarou.

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