Gestão Lúcio Flávio diz que eleição se ganha no voto, “não em ações judiciais”

Em nota, atual administração da OAB-GO garante que vai recorrer de decisão que determina novas eleições na seccional 

A atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, por meio de nota à imprensa, lamentou a decisão da juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara da Justiça Federal de Brasília (DF), que suspendeu o registro de candidatura de três então candidatos da chapa do presidente eleito, Lúcio Flávio de Paiva Siqueira, e determinou novas eleições.

Também anunciou que, na segunda-feira (28/11), recorrerá junto ao Tribunal Regional Federal da 1º Região e acredita na suspensão da decisão — a qual considera ilegal.

“Mais uma vez atendendo a pedido de uma das chapas perdedoras no pleito de 27/11/2015, que tentou manobra semelhante no início de 2016, a temerária decisão pretende sobrepor-se à soberana opção de quase 10 mil advogados que, nas urnas, elegeram a chapa OAB Que Queremos”, escreveu a diretoria.

Proposta pela OAB Forte, que ficou em terceiro lugar no pleito, a ação foi duramente criticada e considerada como uma tentativa de “buscar no Poder Judiciário aquilo que as urnas lhes negaram”. “Eleição se ganha no voto, não em ações judiciais”, alfinetou.

Veja abaixo a nota na íntegra:

Nota de Esclarecimento

A OAB-GO, por sua Diretoria e Conselho, vem a público manifestar seu inconformismo com a decisão liminar da 20 Vara Federal de Brasília que determina a realização de novas eleições para a Seccional goiana.

Mais uma vez atendendo a pedido de uma das chapas perdedoras no pleito de 27/11/2015, que tentou manobra semelhante no início de 2016, a temerária decisão pretende sobrepor-se à soberana opção de quase 10 mil advogados que, nas urnas, elegeram a chapa OAB QUE QUEREMOS.

A OAB-GO informa que na segunda-feira próxima interporá o recurso cabível junto ao TRF da 1ª Região, que certamente suspenderá a decisão recorrida, ante sua manifesta ilegalidade, como já o fez em situação idêntica no início de 2016.

É lamentável que candidatos perdedores nas eleições de 2015 demonstrem tão elevado grau de desapreço pela democracia e pela soberana vontade da advocacia goiana, a ponto de insistentemente buscar no Poder Judiciário aquilo que as urnas lhes negaram. Eleição se ganha no voto, não em ações judiciais.

Por fim, a Diretoria informa que permanece serena e focada no trabalho em prol da advocacia de Goiás, confiante que o Egrégio TRF da 1ª Região restabelecerá a legalidade e normalidade institucional.

Diretoria da OAB Goiás

 

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