Frederico Jayme: “Iris tem aversão ao funcionalismo público”

Colaborou Marcelo Gouveia

“Quando eu era secretário da Segurança Pública, eu lutava para melhorar as condições salariais dos policiais civis, ele virava para mim e falava ‘Frederico, é jogar sal em carne podre. São uns sanguessuga do poder público’”, relatou o peemedebista

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

 

A suposta monopolização do PMDB, a venda da usina hidrelétrica Corumbá I e o fato de ter deixado a prefeitura de Goiânia para concorrer ao governo do Estado não são os únicos motivos de críticas de Frederico Jayme (PMDB) ao candidato Iris Rezende (PMDB). Em entrevista ao Jornal Opção Online, ele apontou outros fatores que evidenciariam o porquê de Marconi Perillo (PSDB) ser a melhor opção, especialmente na questão do funcionalismo.

Segundo o peemedebista, Iris “tem aversão ao servidor público”. A confirmação disso teria vindo da boca do ex-prefeito de Goiânia por diversas vezes na época em que Frederico era deputado estadual. “Ele falou isso para mim de forma clara”, frisou.

Segundo o coordenador da campanha de Marconi, a cisma é voltada especialmente para policiais civis. “Quando eu era secretário da Segurança Pública, eu lutava para melhorar as condições salariais dos policiais civis, ele virava para mim e falava ‘Frederico, é jogar sal em carne podre. São uns sanguessuga do poder público’”, afirmou.

De acordo com Frederico, a aversão de Iris se remonta à época em que ele era prefeito de Goiânia. “Ele perseguia funcionários públicos. Depois ele foi presidente da Assembleia, e ele reduziu os salários dos servidores. Em 1983, em um só decreto ele demitiu 30 mil funcionários. 30 mil pais de família, mães de família foram para a rua pelo decreto que ele assinou e ele usou os mais esdrúxulos argumentos”, declarou. “E eu era deputado na época, fui prontamente contra. Mas na época ele era o manda-chuva. Mandava em tudo.”

Frederico Jayme também rebateu as críticas de Iris Rezende quanto à atuação do governo estadual na segurança pública. Segundo o peemedebista, ao contrário do que revela, Iris tem plena consciência de que os problemas desta área não são apenas de Goiás. “Ele tem tanta consciência disso, porque quando era ministro da Justiça ele foi questionado muito. E ele chegou a dizer claramente — e os jornais impressos da época têm isso como documento — que o crime muitas vezes é inevitável.”

Ele afirmou também que o ex-governador não teria competência para fazer críticas à atual gestão, já que ele próprio não teria obtido resultados positivos no combate à criminalidade “Nos governos dele segurança também foi caos, e eu fui secretário do governo dele e você não imagina a dificuldade que eu tinha de colocar a Segurança Pública nos eixos. Porque a visão dele é muito retrógrada quanto à Segurança Pública”, alfinetou. “Ele acha que não, que é um problema que não tem solução, que é assim mesmo. Ele acha que as pessoas têm que se resguardar. Essa não é concepção do governo do Marconi Perillo.”

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