Fogo que ameaçava casas é extinto em Posse, mas combate continua perto da divisa com a Bahia
30 setembro 2026 às 18h32

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O incêndio em vegetação que permanece ativo em Posse, no Nordeste de Goiás, está contido em uma área delimitada por estradas e aceiros, segundo atualização do Corpo de Bombeiros divulgada nesta quarta-feira, 30. As equipes concentram o combate entre a BR-020 e a divisa com a Bahia, após extinguirem, na noite de terça-feira, 29, a frente que avançava em direção a bairros da cidade.
O trabalho continua durante a tarde e a noite. A expectativa da corporação é concluir o combate ainda nesta quarta-feira, caso as condições permaneçam favoráveis. A contenção limita o avanço das chamas, mas o incêndio ainda não foi extinto.
Estradas e aceiros ajudam a conter o fogo
Segundo os bombeiros, máquinas auxiliaram na construção de aceiros, faixas abertas na vegetação para interromper a propagação das chamas. As linhas de fogo também foram divididas em trechos, permitindo que as equipes atuem separadamente em cada ponto.
Durante o dia, um helicóptero auxiliou no monitoramento e no combate aos focos. A aeronave retornou a Goiânia após o encerramento das atividades aéreas.
A ocorrência teve duas frentes. A primeira, entre a BR-020 e a área urbana de Posse, foi totalmente extinta na noite de terça-feira. A segunda permanece ativa do outro lado da rodovia, em direção à divisa com a Bahia.
Chamas chegaram a ameaçar residências
Em entrevista ao Jornal Opção na terça-feira, 29, o prefeito Paulo Trabalho (PL) relatou que o município enfrentava incêndios havia vários dias e que o fogo se aproximou de áreas residenciais.
“Tem bairros residenciais próximos à serra, próximos ao cerrado, vegetação. Então o fogo estava nessas zonas e colocando em risco a casa da população”, afirmou.
Segundo o prefeito, equipes municipais utilizaram caminhões-pipa em apoio aos bombeiros. A prefeitura também contratou um avião Air Tractor, especializado no combate a incêndios florestais, para reforçar a operação.
Paulo Trabalho informou que a aeronave transporta até 3 mil litros de água e que a hora de voo custa cerca de R$ 20 mil. De acordo com ele, a contratação foi necessária diante da gravidade da situação e da dificuldade de acesso a algumas áreas.
Calor, vento e relevo dificultaram a operação
O major Dias, do Corpo de Bombeiros, explicou na terça-feira que o terreno íngreme dificultava a chegada das equipes à frente de incêndio voltada para a Bahia. Naquele dia, segundo o militar, a temperatura ficou próxima dos 40°C, os ventos ultrapassaram 30 km/h e a umidade do ar estava muito baixa.
“Esse incêndio por vezes subiu e desceu esses morros aí com muita violência”, relatou.
O militar também informou que o helicóptero vinha sendo utilizado para transportar equipes especializadas até locais onde as viaturas não conseguiam chegar. A partir desses pontos, os bombeiros seguiam a pé para combater as chamas.
Origem foi atribuída à ação humana
Segundo o major Dias, o incêndio teve origem em uma ação humana, mas ainda não havia elementos para afirmar se foi provocado intencionalmente ou se resultou de uma queima que saiu do controle.
“Esse incêndio aqui foi por ação humana. Agora, se ele foi doloso ou culposo, se foi um fogo de quintal que saiu do controle ou doloso, a gente não tem condição de afirmar”, explicou.
O militar orientou a população a não utilizar fogo para limpar terrenos, queimar resíduos ou reformar pastagens durante o período crítico, diante do risco de propagação pela vegetação seca.
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