A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO) lançou nesta quarta-feira, 30, dois editais que destinam R$ 30 milhões ao setor audiovisual no Estado. Os recursos são provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e serão aplicados na produção de longas-metragens e obras seriadas, além da comercialização de filmes para salas de cinema.

As inscrições começam em 8 de outubro e deverão ser feitas pelo Sistema BARU 2.0, com acesso por usuário e senha do Portal Expresso Goiás. Do total, R$ 29 milhões estão previstos para projetos de produção audiovisual e R$ 1 milhão para a comercialização de longas-metragens.

As chamadas fazem parte do programa Arranjos Regionais FSA, desenvolvido em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). O maior dos dois editais prevê a seleção de 18 projetos de produtoras brasileiras independentes sediadas em Goiás há pelo menos quatro anos e registradas na Ancine.

As propostas podem ser de ficção, animação e documentário, além de obras seriadas de ficção e animação destinadas à televisão ou plataformas de vídeo sob demanda. Os R$ 29 milhões serão distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 12 milhões para três longas-metragens de ficção ou animação, com R$ 4 milhões por projeto;
  • R$ 10 milhões para cinco longas-metragens de ficção ou animação, com R$ 2 milhões por projeto;
  • R$ 4,8 milhões para oito documentários de longa-metragem, com R$ 600 mil por projeto;
  • R$ 2,2 milhões para duas obras seriadas de ficção ou animação, com R$ 1,1 milhão por projeto.

A seleção terá duas etapas: análise de mérito e avaliação oral final, realizada por meio de pitching. Entre os critérios estão aspectos como originalidade, proposta artística e narrativa, roteiro, potencial de difusão, valorização da cultura regional, estratégia comercial, cronograma e experiência da produtora e da equipe envolvida.

O edital também estabelece reservas de recursos para ampliar a participação de determinados grupos no setor. Pelo menos 50% dos valores deverão ser destinados a projetos que tenham mulheres cis ou pessoas trans nas funções de roteiro, direção ou produção.

Outros 25% dos recursos deverão ser destinados a empresas cujo quadro societário seja majoritariamente composto por pessoas negras, indígenas ou pessoas com deficiência. Dentro dessa parcela, há uma reserva mínima de 15% para empresas com maioria societária de pessoas negras.

As inscrições para o edital de produção ficam abertas até 30 de novembro de 2026, às 18h. O segundo edital disponibiliza R$ 1 milhão para a comercialização de longas-metragens brasileiros independentes em salas de cinema. Podem participar distribuidoras brasileiras independentes registradas na Ancine e sediadas em Goiás há pelo menos dois anos.

As obras podem ser de ficção, animação ou documentário e precisam estar concluídas ou em fase de finalização. Os projetos poderão escolher entre diferentes faixas de participação do FSA, correspondentes a 50%, 80% ou 100% dos itens financiáveis, respeitados os limites estabelecidos no edital para a comissão de distribuição.

Também nesse caso há previsão de reserva de recursos. No mínimo 50% deverão ser destinados à comercialização de obras que tenham mulheres cis ou pessoas trans nas funções de roteiro, direção ou produção.

Outros 25% serão destinados a projetos apresentados por empresas com quadro societário majoritariamente formado por pessoas negras, indígenas ou pessoas com deficiência, com reserva de pelo menos 15% para empresas com maioria societária de pessoas negras. As inscrições para esse edital poderão ser feitas até 1º de dezembro de 2026, às 18h.

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