Em reunião na tarde desta terça-feira, 21, no Paço Municipal, Central de Fiscalização Covid-19 definiu estratégias

Feira Hippie em pleno funcionamento | Fernando Leite/Jornal Opção

Fiscais e agentes da prefeitura estarão a partir desta quarta, 22, visitando feiras especiais em Goiânia. A fiscalização visa orientar feirantes e clientes sobre os protocolos de revezamento, segurança e saúde. Além disso, vão avaliar condições das feiras, processos de montagem das barracas e identificando possíveis irregularidades.

A primeira a receber as equipes da prefeitura será a feira da OVG, a partir das 17 horas; na quinta, será a vez da feira do Jardim América; na sexta-feira, a atenção é para o retorno de cerca de 6 mil feirantes na feira Hippie, às 6 da manhã e no final de semana, a operação vai até as feiras da Lua no sábado e do Sol, no domingo.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Walison Moreira, comentou que o momento é de cautela e avaliação para que o retorno das feiras seja feito de forma responsável. “A volta dos feirantes é uma conquista porque há uma grande geração de emprego e renda, muitas famílias que dependem deste trabalho e só foi possível, pelo atual cenário epidemiológico, com medidas de segurança e prevenção contra o contágio do coronavírus na cidade”, destaca.

Walison lembra que os feirantes que não conseguirem cumprir os protocolos de segurança sanitária estabelecidos o supervisor de feira poderá chamar a fiscalização da Central de Fiscalização da Covid-19. O órgão pode multar o comerciante ou até cassar sua licença. “Os feirantes estão parados há quatro meses, então é empreendedor que mais sofreu durante esse período”, destaca.

Walison ainda afirma que os protocolos foram elaborados para que os feirantes possam trabalhar com um mínimo de segurança. “É importante segui-los para continuarem trabalhando e os clientes possam consumir os produtos da feira”, informa.

Feirantes

Alguns representantes da feira Hippie marcaram presença na reunião para mostrar o que será feito em relação a protocolos na maior delas na capital, além de exibir um modelo de barraca que deve gerar menor aglomeração e aproveitamento de espaços.

“Faremos tudo e mais um pouco para nos proteger e também aos frequentadores da feira, com mais medidas como galões de água com detergente e plásticos de proteção nas barracas, por exemplo”, comenta Patrícia Melo, presidente da associação dos montadores de barracas de Goiás.

Já o presidente da Associação de Feirantes da Feira Hippie, contou que serão feitas campanhas educativas na rádio comunitária e aferição constante de temperatura das pessoas. “Trouxemos ainda este modelo de barracas mais simples com maior custo benefício em que os feirantes vão alugar assim que for autorizado pela Prefeitura”, completa Valdivino da Silva.

A Central de Fiscalização Covid-19 é composta por membros da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO), Guarda Civil Metropolitana (GCM), Vigilância Sanitária, Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Secretaria de Planejamento e Habitação (Seplanh).