O filme Michael, que retrata a trajetória do astro do pop Michael Jackson, estreou nos cinemas na última quarta-feira, 22, com recorde mundial de bilheteria entre filmes biográficos.

Segundo dados divulgados pelo mercado cinematográfico, o longa arrecadou US$ 217 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão) no lançamento global, ultrapassando produções de grande sucesso. Entre elas está Bohemian Rhapsody, que abriu com US$ 124 milhões, e Oppenheimer, que havia registrado US$ 180 milhões em sua estreia.

Apesar do forte desempenho comercial, a recepção crítica foi mais dividida. Analistas apontaram que o filme apresenta uma versão “higienizada” do cantor e carece de maior profundidade narrativa. No site agregador Rotten Tomatoes, Michael aparece com 38% de aprovação entre críticos especializados, contra 97% de aprovação do público.

Para o presidente da Lionsgate, responsável pela distribuição nos Estados Unidos, o desempenho demonstra apelo amplo entre diferentes perfis de espectadores.

“Você não atinge esse número a menos que esteja vendo uma enorme audiência em todos os segmentos demográficos imagináveis. O público está claramente se divertindo muito”, afirmou.

O lançamento reforça uma estratégia recente de Hollywood de apostar em cinebiografias musicais como motores de bilheteria. Nos últimos anos, artistas como Queen, Elton John, Bob Dylan, Aretha Franklin, Elvis Presley, Bruce Springsteen, Bob Marley, Amy Winehouse, N.W.A, Robbie Williams e Whitney Houston também tiveram suas histórias adaptadas para o cinema.

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