A Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) em conjunto com 35 sindicatos se tornaram signatários do Manifesto à Nação Brasileira que reúne 3 mil entidades na cobrança de transparência e celeridade nos julgamentos do STF. O documento é articulado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e defende que a legitimidade de qualquer tribunal decorre da imparcialidade, da transparência e da exemplaridade de suas decisões.

A exigência é que o plenário da corte analise de forma pública e rápida os fatos que tem instaurado uma crise institucional no principal órgão judicial do país. O presidente da Fieg, André Rocha, falou sobre a adesão ao documento.”A indústria atua para a sociedade, então estamos mostrando preocupação com os rumos que o país pode tomar em função dos recentes acontecimentos. A gente tem essa reação institucional. Estamos defendendo as instituições, e para que nós tenhamos instituições fortes, elas têm que enfrentar com clareza e transparência as políticas que falham sobre as mesmas”.

O presidente também explicou ao Jornal Opção as consquências da insegurança jurídica na indústria “Nós já vivemos um momento complicado, o que nós temos hoje é uma perda de poder de compra da população, nós temos taxas de juros elevadas, e somando isso a uma insegurança jurídica, você acaba inibindo, você deixa de atrair investimentos, você inibe investimentos de quem já está aqui”.

André Rocha, por fim, reforça que as assinaturas ao manifesto continuam sendo recebidas pelo site oficial da mobilização e convoca o setor industrial a manter o esforço de adesão, que também está aberto à participação de pessoas físicas. “Essa causa não é só das entidades, mas de todo o setor produtivo. Defender a transparência e o Estado de Direito é um compromisso que cabe a todos nós”, ressalta.

Confira o texto do manifesto na íntegra:

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

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