Filiado pede afastamento e prisão do presidente do PRTB, Leonardo Avalanche
09 setembro 2026 às 13h48

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*Atualizada às 15h21 com posicionamento de Leonardo Avalanche
Um filiado do PRTB apresentou, na última segunda-feira, 7, uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a prisão e o afastamento do presidente nacional do partido, o goiano Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche por suspeita de irregularidades no uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026.
O Jornal Opção entrou em contato com Avalanche, que disse, por meio de nota, que as alegações “serão integralmente respondidas nos autos, pelas vias processuais próprias. “Reafirmo minha confiança na Justiça Eleitoral e na regularidade de todos os atos da atual direção do PRTB”. Veja a nota completa no final da matéria.
O pedido foi apresentado por Bruno Marinho Barcellos e está sob relatoria do ministro Nunes Marques. Segundo a petição, movimentações consideradas suspeitas foram registradas envolvendo parte dos R$ 3,3 milhões destinados ao PRTB – legenda que, em Goiás, integra a coligação do candidato do PSDB ao Palácio das Esmeraldas, Marconi Perillo.
Entre as movimentações, ainda conforme o documento, estão repasses de R$ 350 mil para uma primeira suplente ao Senado no Espírito Santo, e de R$ 298,5 mil para um suplente no Rio de Janeiro.
No caso da suplente do Espírito Santo, o documento cita uma decisão judicial de maio deste ano segundo a qual ela estava desempregada e sobrevivia da venda de bolos e salgados. O autor também afirma que os suplentes não realizam atos de campanha.
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O PRTB, vale destacar, disputa apenas três cargos majoritários neste pleito: duas vagas ao Senado, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, e o governo do Maranhão.
A petição aponta também a suposta concentração de R$ 1,15 milhão, cerca de 35% de todo o Fundo Eleitoral do partido, em três empresas de advocacia, consultoria e contabilidade que seriam ligadas entre si. Uma delas, diz o documento apresentado ao TSE, teria recebido R$ 400 mil apesar de ter sido aberta em julho deste ano com capital social de R$ 1 mil.
No documento, o filiado pede ao TSE a suspensão do acesso de Avalanche aos recursos do Fundo Eleitoral, o bloqueio dos valores repassados às empresas citadas e o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo para apuração de possíveis crimes de peculato e organização criminosa, além de requerer o afastamento do dirigente da presidência do PRTB por seis meses e sua prisão, assim como a dos demais envolvidos apontados na petição.
Veja o que disse Leonardo Avalanche sobre o pedido de afastamento e prisão:
“O pedido a que se refere foi apresentado por Bruno Marinho Barcellos, em manifestação isolada nos autos de uma Petição Cível já concluída no TSE, relativa à liberação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de 2026. Destacamos que a liberação foi regularmente deferida após parecer técnico favorável da própria Corte.
As alegações não foram examinadas nem acolhidas pelo relator e serão integralmente respondidas nos autos, pelas vias processuais próprias.
Reafirmo minha confiança na Justiça Eleitoral e na regularidade de todos os atos da atual direção do PRTB, e não farei comentários adicionais fora dos autos enquanto o processo estiver em curso.”


