Apesar de a defesa do presidente apontar parcialidade do procurador-geral da República, ministro entendeu que não houve indícios de conduta irregular

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta quarta-feira (30/8), o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em processo contra o presidente Michel Temer (PMDB). A solicitação foi feita pela defesa do peemedebista, que acusou Janot de parcialidade no caso.

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Para Fachin, no entanto, não houve indícios de conduta irregular durante as investigações contra Temer, acusado de corrupção passiva após as delações da JBS. O dono do grupo, Joesley Batista, gravou conversa sua com Temer em que confessa ao presidente ter cometido crimes – informação não repassada pelo peemedebista aos órgãos competentes – e sugere pagamento de propina ao ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

A Câmara, entretanto, não autorizou a abertura da ação penal e, com isso, a denúncia deve ficar suspensa até o fim do ano que vem, quando o presidente deixará o mandato e pode voltará a ser investigado na primeira instância da Justiça ou novamente no Supremo, se assumir algum cargo com foro privilegiado.