Repórter pilota o novo ‘carro voador’ da Embraer

Luciana Dyniewicz, do “Estadão”, afirmou ter tido facilidade para manobrar o eVTOL –a maior parte do trabalho é por softwares

Ilustração do eVTOL apresentada pela Embraer | Foto: EBC

A repórter Luciana Dyniewicz, do jornal O Estado de S.Paulo, testou um simulador do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical produzido pela Embraer. O eVTOL é uma espécie de “carro voador” que está sendo desenvolvido em São José dos Campos (SP). A companhia trabalha para que o eVTOL opere a até 180 km/h, mas a ideia de que a velocidade seja controlada pelo computador, e não pelo piloto, o que garante maior segurança para passageiros.

A repórter narra: “Após apertar o botão de ligar e o de decolar, manuseei um joystick com a mão direita para dar a direção do voo. O equipamento respondeu de forma suave. Com a mão esquerda, movimentei uma alavanca de aceleração que permite a aeronave avançar ou retroceder. A pilotagem é tão simples que não tive nenhuma dificuldade em ‘aterrissar’ em um ponto exato da sede da Embraer, apesar de não ter nenhuma experiência com aeronaves. A velocidade máxima tinha sido fixada já nos computadores em 30 km por hora, o que impediu que o voo fosse um pouco mais emocionante.”

O diretor executivo da Eve (empresa da Embraer responsável pelo desenvolvimento do eVTOL), Andre Stein, explicou ao Estado de S.Paulo que a maior parte do trabalho de pilotagem é feito por softwares no computador embarcado no eVTOL, o que torna o carro voador muito simples de ser comandado. A expectativa, segundo o executivo, é que esse equipamento semelhante a um protótipo faça seu primeiro voo nos próximos meses. A meta da Eve é entregar o “carro voador” em 2026.

O projeto da Eve prevê que o eVTOL voe entre 400 metros e 500 metros de altitude, possa se deslocar por até 100 km e carregue quatro passageiros, além do piloto. Quando for autônomo, a capacidade deve subir para seis passageiros. A Embraer anunciou ontem que recebeu um pedido de dez eVTOLs da Nautilus Aviation, operadora de helicópteros da Austrália. Até agora, a empresa brasileira já recebeu encomenda para entregar 745 “carros voadores”, o que tem animado o mercado e feito as ações da Embraer subirem – no ano, a alta é de quase 130%.

O eVTOL deverá ter dez motores, sendo oito deles para movê-lo verticalmente e dois, horizontalmente. Como os motores serão elétricos, não emitirão gases de efeito estufa, reduzirão o barulho e ainda serão leves – isso permitirá que vários deles sejam instalados em uma única aeronave e, portanto, façam o deslocamento vertical e o horizontal.

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