Estudo aponta que Coronavac teve efetividade de 73,8% entre profissionais de saúde do HC em São Paulo

Análise levou em consideração os casos registrados entre os mais de 20 mil funcionários do complexo duas semanas após todos receberem as duas doses do imunizante e os casos cinco semanas após a vacinação

Vacinação contra a Covid-19 | Foto: Marcel Ávila

Estudo divulgado nesta quarta-feira, 7, pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) aponta efetividade de 50,7% da vacina Coronavac, após a aplicação das doses em seus profissionais de saúde.

Análise foi feita sobre os casos registrados entre os mais de 20 mil funcionários do complexo de duas a cinco semanas após todos receberem duas doses do imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Segundo o instituto, a vacinação completa com a CoronaVac ocorre duas semanas após da aplicação da segunda dose.

Quando a vacinação no HC teve início, na terceira semana de janeiro foram registrados 51 casos da doença entre funcionários. Depois, na última semana de março, após a conclusão da vacinação, 46 casos foram confirmados.

Segundo a pesquisa, se a incidência de casos de Covid-19 no Hospital das Clínicas fosse a mesma que ocorreu na cidade de São Paulo, o número de casos confirmados entre os funcionários seria de 175 ocorrências de Covid-19 por semana no final de março.

Antes da vacinação

A pesquisa revelou que antes da vacinação em massa de funcionários do hospital, a incidência de casos de coronavírus no HC era similar à incidência geral da doença na população da capital.Duas semanas após a aplicação da segunda dose, os funcionários do Hospital das Clínicas tiveram 50,7% menos casos confirmados do que a taxa média de novos casos. Com cinco semanas após a vacinação completa, o número de novos casos de coronavírus no HC foi 73,8% menor do que da população de São Paulo.

A pesquisa avaliou ainda a ocorrência das variantes pela. Dentre 142 amostras analisadas aleatoriamente, 67 foram identificadas como variantes, das quais 57 do Amazonas (P1), 5 do Reino Unido (B.1.1.7) e outras 5 que não puderam ser identificadas pelos métodos utilizados no estudo. (Com informações da coluna da Monica Bergamo, da Folha de São Paulo).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.