“Estão querendo imputar um débito que não é meu”, afirma prefeito de Iporá, que teve mandato cassado

Noçoitan é acusado de uso irregular de helicóptero para difamar adversário em 2016, mas afirma não haver provas em processo movido pelo MPE

Foto: reprodução

O prefeito de Iporá, Noçoitan Araújo Leite (PSDB) afirmou, nesta terça-feira, 23, que encara como absurda a decisão da Justiça Eleitoral da cidade em cassar seu mandato e do vice-prefeito, Duílio Alves de Siqueira (PSDB), além de decidir por sua inelegibilidade durante oito anos.

O decreto do juiz Wander Soares Fonseca foi publicado na segunda-feira, 22, e atende a processo movido pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que aponta que Noçaitan teria usado um helicóptero durante a campanha de 2016 para difamar um então adversário.  

Segundo o MPE, Noçoitan teria usado a aeronave no dia 1º de setembro de 2016 para lançar material difamatório sobre Amarildo Martins Mariano (PR).

Na decisão, o juiz leva em conta perícia feita pelo do Centro de Inteligência do MPE, em que o grupo avaliou que as imagens feitas sobre o ocorrido comprovariam que a aeronave era a mesma flagrada por testemunhas na fazenda da irmã de Noçoitan.

A defesa de Noçoitan, entretanto, afirma que as acusações são improcedentes e diz esperar que decisão seja revista. Segundo o prefeito, há por parte do órgão acusador uma não aceitação da decisão que já foi tomada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “O TRE já julgou improcedente e vai ter que julgar novamente”, afirma o prefeito.

Ele ainda considera que o processo gera transtorno para a cidade e diz ser uma ação que já faria parte da eleição municipal de 2020.  “No interior a eleição começa um ano antes. Vamos reconhecer a decisão da justiça, mas com rancor muito grande”, finaliza o prefeito.

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