Espuma no Rio Meia Ponte: Polícia e Semad aguardam resultados de análises para possíveis danos ambientais
17 agosto 2026 às 12h57

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A Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) aguardam o retorno das análises laboratoriais das amostras coletadas da espuma que surgiu no Rio Meia Ponte, em Goiânia, para que possam, então, dar prosseguimento às investigações. Os resultados desses exames deverão determinar se a substância observada trata-se de um poluente e, além disso, se ela oferece riscos efetivos à fauna e à flora da região.
Ao Jornal Opção, o delegado Luziano Severino de Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), afirmou que, até o momento, não foram observadas consequências diretas da espuma. “Um exemplo dela ser prejudicial seria a mortandade dos animais na região, e não tem nenhum relato nesse sentido. As amostras foram coletadas pela própria Saneago e pela Semad e eles é que estão fazendo essas análises. Assim que os resultados saírem eles vão nos enviar e faremos os procedimentos a partir disso”, declarou.

A anomalia mobilizou equipes técnicas na manhã da última sexta-feira, 14, quando uma grande quantidade de espuma foi avistada no trecho do Rio Meia Ponte que corta o bairro Caiçara, na capital goiana. A Semad deslocou seus técnicos ao local para coletar amostras da água em diferentes pontos do curso d’água, com o objetivo de investigar a origem da espuma.
Foram recolhidas amostras de água superficial em quatro pontos: na ponte da Avenida Perimetral, na ponte da Avenida Pedro Paulo, na Avenida Meia Ponte e na ponte da BR-153. Todo o material coletado foi encaminhado ao laboratório da própria secretaria para análise.
Segundo a Semad, a apuração permanece em andamento, e os laudos técnicos serão utilizados para tentar identificar, com precisão, a origem e as possíveis causas que levaram ao surgimento da espuma. Caso os exames constatem alterações na qualidade da água ou indícios de contaminação, o órgão ambiental afirma que poderá, então, adotar medidas de controle e remediação na área afetada.
O Jornal Opção entrou em contato com a Saneago e com a Semad para solicitar uma atualização sobre o caso, mas, até o momento, não recebeu retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
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